Em reunião estratégica, Diretoria e Federações fortalecem Plano de Ação focado no fortalecimento de candidaturas do setor público e o combate às agendas de redução e enfraquecimento do serviço público brasileiro

23/02/2026

Em reunião estratégica, Diretoria e Federações fortalecem Plano de Ação focado no fortalecimento de candidaturas do setor público e o combate às agendas de redução e enfraquecimento do serviço público brasileiro.

Em reunião estratégica realizada nesta segunda-feira (02), a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB reuniu sua Mesa Diretora e presidentes de Federações filiadas para consolidar o Plano de Ação 2026. O encontro, conduzido pelo presidente João Domingos Gomes dos Santos, definiu o processo eleitoral como prioridade absoluta para alterar a correlação de forças no Congresso Nacional e assegurar a sobrevivência e fortalecimento do Estado social.Diagnóstico e parcerias técnicas
O ponto central do debate foi a necessidade de superar a sub-representatividade do funcionalismo nas esferas legislativas. Para fundamentar as ações, a CSPB ratificou a parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realiza um mapeamento detalhado da base para identificar lideranças e compreender o comportamento eleitoral da categoria. Complementarmente, o Instituto Conhecimento Liberta (ICL) atuará no suporte teórico e na formação de consciência política.
O presidente João Domingos destacou que a escolha da FGV pela CSPB deve-se à capilaridade da entidade nos três poderes e esferas. Ele enfatizou a necessidade de pragmatismo:
"Cada uma das pautas da nossa entidade terá uma abordagem política, evidenciando que nossas conquistas dependem de mudar a atual correlação de forças no Congresso. Precisamos de esforços concentrados para sermos competitivos e não dispersar nossa energia. Até abril, queremos identificar nomes viáveis ao Legislativo por estado para concentrar o prestígio das nossas entidades onde há real chance de vitória. 2026 definirá nossa sobrevivência ou extinção."Unidade estratégica e alianças políticas
O consenso entre as lideranças aponta para a criação de uma plataforma política única, onde candidatos apoiados deverão assumir compromissos programáticos com a agenda dos servidores. Diante do avanço da extrema direita — especialmente no Senado, onde há uma tentativa clara de tutelar instituições como o STF — a CSPB adotará uma postura realista. Embora mantenha um perfil ideopolítico progressista, a entidade está aberta a apoiar candidaturas de centro que sejam competitivas contra adversários diretos do serviço público.Eixos de atuação aprovados:
- Foco no Legislativo: Prioridade máxima para o Senado e Câmara Federal, com atenção especial aos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal, onde a representação atual é considerada aquém do tamanho da base.
- Viabilidade e financiamento: Identificação de quadros de consenso e discussão sobre a estrutura de financiamento, fator determinante para o sucesso das campanhas.
- Mobilização regional: Realização de plenárias e convenções regionais para engajar a base e unificar o discurso, transformando servidores e familiares em um bloco eleitoral decisivo.
- Combate a retrocessos: Vigilância contra reformas administrativas e tentativas estaduais de limitar a representação sindical, como observado em Mato Grosso.
Posicionamento das Federações
Lideranças sindicais dos estados reafirmaram o compromisso de aparar arestas locais em prol de uma unidade nacional. O sentimento geral, reforçado pela diretoria, é de que a fragmentação é o maior risco. A orientação é clara: o setor público deve deixar de ser apenas um tema de debate para se tornar um ator político com bancada própria, capaz de barrar o desmonte do Estado e regulamentar direitos históricos, como a Convenção 151 da OIT.
A reunião encerrou-se com uma convocação por maior responsabilização e engajamento dos dirigentes, estabelecendo um calendário de monitoramento contínuo até outubro.