VARICELA OU CATAPORA -PREVENÇÃO - VACINA

12/03/2020

VARICELA OU CATAPORA

A varicela ou catapora é uma das doenças comuns da infância, sendo uma das mais contagiosas dentre as doenças infecciosas. Tem quadro clínico geralmente leve, podendo, entretanto, ser muito grave, especialmente em crianças muito pequenas, em adultos e em indivíduos imunodeprimidos, em tratamento quimioterápico, por exemplo.

A única vacina disponível é preparada a partir de vírus vivos atenuados (cepa Oka) em células embrionárias e em fibroblastos humanos. É bastante segura, tendo sido testada em vários países. É liofilizada e de aplicação pela via subcutânea.

A varicela ocorre em todas as regiões do mundo. Em 2013 ocorreram 140 milhões de casos de varicela e herpes zoster.

No mesmo ano, a varicela provocou a morte a 7000 pessoas, uma diminuição em relação às 8900 em 1990. Cerca de 1 em cada 60 000 casos resultam em morte. Antes da introdução da vacinação de rotina, o número de casos em cada ano era idêntico ao número de nascimentos.

Até ao fim do século XIX, a varicela não era considerada uma condição distinta da varíola. Em 1888 foi determinada a sua relação com a herpes-zóster.[

Altamente infecciosa, infectando a maioria das pessoas que nunca tiveram a doença e passaram mais de uma hora com uma pessoa infectada. A transmissão se dá por via aérea, em gotículas de espirros ou de tosse, ou pelo contato com as lesões avermelhadas (exantemas). É possível a transmissão do vírus na fase zóster para crianças não vacinadas, o que dificulta muito a erradicação da doença.

Alguém com varicela começa a infectar outras pessoas cerca de um a dois dias antes de as bolinhas vermelhas começarem a aparecer e continua infectando por cerca de cinco a seis dias até que todas as bolhas tenham formado cascas. A transmissão também pode ocorrer durante a gestação (da mãe para o feto) causando complicações para ambos.

Durante o episódio de varicela, geralmente na infância, alguns vírus invadem os gânglios nervosos espinhais e/ou dos nervos cranianos, onde permanecem na forma latente, sem se multiplicar e sem causar danos ou sintomas.Muitos anos depois, tipicamente na velhice, o envelhecimento do sistema imunitário leva à moderada imunodepressão, e o vírus é reativado. Contudo, a imunidade adquirida pelo indivíduo é ainda suficiente para impedi-lo de causar novo episódio de varicela sistêmica. Em vez de estender-se pela epiderme, o vírus limita-se a multiplicar-se nos nervos sensitivos da raiz espinhal onde foi reativado, resultando na zóster. Esta é uma condição extremamente dolorosa cutânea, que se limita à faixa da pele (dermatoma), bem delimitada, inervada pelo nervo sensitivo afectado. A pele apresenta-se extremamente sensível ao toque, com dores, e máculas vermelhas infecciosas semelhantes às da varicela. Em cerca de 30% dos idosos afetados, alguma dor pode persistir após resolução da infecção, devido aos danos causados nos nervos sensitivos.