Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho

02/09/2018

Dados do Instituto Nacional de Previdência Social revelam que os transtornos mentais ocupam a terceira posição entre as causas de concessão de benefício previdenciário como auxílio-doença, afastamento do trabalho por mais de 15 dias e aposentadorias por invalidez.
Com o ritmo em que andam crescendo essas doenças, a depressão assumirá o primeiro lugar como principal causa de incapacitação para o trabalho. Dentro do trabalho, as causas do quadro depressivo podem ser inúmeras: cobranças incessantes e assédio moral, por exemplo. Estamos falando de um desajuste entre o equilíbrio do indivíduo e o seu meio ambiente. O primeiro passo, no entanto, é vencer o preconceito. E, para que isso aconteça, é necessário prestar atenção às alterações e admitir que se trata de uma enfermidade.

O sistema nervoso também pode adoecer, só que nem sempre a gente se dá conta disso.


O estresse pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, pode ocorrer liberação de mediadores químicos no organismo que, a longo prazo, causam doenças físicas, especialmente cardiovasculares.


No início, os sintomas incluem dificuldade para dormir, a pessoa acorda mais cedo do que de costume, se torna ríspida com os colegas e o chefe.

A dor de cabeça também está entre as queixas mais constantes. Tais sintomas são confundidos frequentemente com enfermidades físicas. Dores, formigamento, aperto no peito, mal estar e desânimo podem ser sintomas de depressão, ansiedade ou estresse. A maioria das pessoas não percebe que está doente. Problemas relacionados à organização do trabalho e às condições de vida são grandes motivos para iniciar umas destas doenças.
A Síndrome de Burnout é classificada pela necessidade do trabalhador dedicar-se à atividade profissional, que no entanto não é reconhecida pelas partes competentes.

Muitas das vezes confundida com rancor ou raiva, a síndrome de Bournot é mais uma enfermidade mental e tem aspecto evolutivo, podendo implicar em outras doenças, como a própria depressão.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, considera-se Violência no trabalho situações em que o trabalhador é agredido física, psicológica ou moralmente em circunstâncias relacionadas ao trabalho, implicando em risco para a sua segurança, bem-estar ou saúde.

A OMS reconhece que a violência no trabalho afeta milhões de trabalhadores no mundo todo, tornando-se cada vez mais uma questão de direitos humanos e afetando de forma relevante a eficiência e o sucesso das organizações.
Uma outra doença que anda ocupando espaço entre os trabalhadores é a Síndrome do Pânico, doença controlada com medicamentos.

Esse distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas e incapacitantes. A pessoa pode desenvolver medos irracionais de situações cotidianas e começar a evitá-las.
Os principais motivos pelos quais essas doenças podem surgir são: engolir sapos, não reagir a eventuais abusos, não conseguir impor seu ponto de vista, não estabelecer limites (enquanto a chefia aumenta demais a carga de trabalho), não falar o que sente, alta expectativa que nunca é atendida, falta de reconhecimento, frustrações constantes. São situações insuportáveis que agravam, aos poucos, o mundo emocional da pessoa.
A conscientização sobre todas as doenças mentais no trabalho anda sendo o assunto mais abordado pelos líderes de diversas áreas no mercado. Sua importância não esta somente ligada à saúde do colaborar em si, mas também na produtividade da empresa.

Hoje sabe-se que existem diversos programas motivacionais que previnem tais patologias e que são implementados na grande maioria das empresas. Evitar essas complicações tem se tornado um bem comum e extremamente efetivo para o sucesso empresarial.
Muitas empresas estão investindo cada vez mais em programas de qualidade de vida e bem-estar a fim de proporcionar melhor desempenho e maior produtividade. Consiste em educar os funcionários a respeito de riscos de saúde através de palestras motivacionais.
Muitos programas de bem-estar são baratos, é também o caso de fornecer informação sobre clínicas de redução de peso, exercícios físicos, dietas alimentares, etc.
É importante providenciar instalações de ginástica laboral e massoterapia.
Essas organizações ultrapassam o simples local de trabalho e passam a oferecer algo a mais para os seus funcionários: a motivação.

Lívia Gallerani Romana
Fisioterapeuta Graduada pela Universidade Faculdades Metropolitanas Unidas "FMU".