TRABALHO E O CALOR EXCESSIVO

17/01/2019

Calor excessivo: a importância de sua avaliação e como a NR 15 aborda o tema

Embora a maioria das pessoas pense que a segurança no trabalho esteja relacionada apenas ao cuidado com materiais e situações de risco, as condições de temperatura a que o trabalhador está exposto durante sua jornada de trabalho também merecem atenção. De acordo com a Norma Regulamentadora de número 15 (NR 15), é preciso avaliar as condições do local de trabalho a partir do Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG), capaz de identificar a exposição do trabalhador ao calor local.

Empresas como siderúrgicas, forjarias e as que exercem atividades ao ar livre - em que o profissional precisa atuar sob sol forte - são algumas das que deixam o trabalhador exposto ao calor intenso. É preciso avaliar os índices de calor correlacionados em cada empresa, de modo a evitar que o calor excessivo cause danos à saúde do profissional.

Consequências do excesso de calor no ambiente de trabalho

A preocupação com os excessos de calor não deve se restringir a empresas que atuam especificamente com a produção de combustão. Nos dias mais quentes de verão, por exemplo, os gestores empresariais precisam buscar melhores condições climáticas para manter o ambiente saudável para o profissional, evitando os efeitos do estresse térmico.

Sintomas como sudorese intensa, exaustão, esgotamento físico e mental, câimbras, conjuntivites, insolação, desmaios e desidratação são comuns em locais com muita incidência de calor. Todos esses problemas prejudicam a saúde do profissional e comprometem sua capacidade de produção. Além disso, excesso de calor pode desencadear doenças mais sérias, como câncer de pele e problemas respiratórios.

A legislação brasileira indica que a temperatura média dos locais de trabalho deve ser entre 20ºC e 23ºC, tanto para escritórios quanto para setores de produção. Essa média deve ser constantemente monitorada, especialmente em indústrias onde a presença de máquinas faz com que haja um maior aquecimento do local.

Até mesmo o momento de descanso deve ter a temperatura monitorada para garantir a pausa realmente represente alívio para o funcionário, permitindo que ele recomece suas atividades sem problemas.

A NR 15 define que é preciso fazer uma análise qualitativa do calor, verificando os índices da temperatura a que os trabalhadores estão expostos. A medição deve ser feita no local de trabalho, inclusive acompanhando todo o procedimento que o trabalhador executa para identificar a temperatura e em que parte do corpo o calor pode o atingir mais.

Como reequilibrar a temperatura no trabalho?

Algumas medidas podem ajudar bastante na tarefa de minimizar o contato do colaborador com temperaturas mais elevada, especialmente em atividades externas. A principal diz respeito à execução de tarefas mais pesadas na parte da manhã, período em que o sol está mais ameno. Também pé recomendada a adoção de uniformes profissionais com tecidos mais leves e que permitem a circulação de ar no corpo, assim como a instalação de equipamentos de ventilação que garantem a renovação de ar.

O uso de ventiladores só é indicado em ambientes com temperaturas inferiores a 29ºC. Acima disso, é preciso instalar aparelhos de ar condicionado que permitam o controle da temperatura relativa do ar. Os trabalhadores também podem atuar em sistema de rodízio para que a exposição ao calor seja menor, sempre mantendo a hidratação adequada do corpo.