APOIO EFETIVO do Dep. Carlos Giannazi para anular os efeitos do Decreto 65.021/20

09/11/2020

Com o APOIO EFETIVO do Dep. Carlos Giannazi para anular os efeitos do Decreto 65.021/20 que submeteu os benefícios dos aposentados e pensionistas em descontos desumanos.

Vamos pressionar os Deputados da ALESP. https://carlosgiannazi.com.br/abaixo-assinado-luta-contra-os-descontos-nas-aposentadorias-e-pensoes/

◾PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 22, DE 2020

Autor: Deputado Carlos Giannazi

☑ Susta os efeitos do Decreto nº 65.021, de 19 de junho de 2020, que dispõe sobre a declaração de déficit atuarial do Regime Próprio de Previdência do Estado e dá providências correlatas.

☑A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:

Artigo 1º - Ficam sustados os efeitos do Decreto nº 65.021, de 19 de junho de 2020, que dispõe sobre a declaração de déficit atuarial do Regime Próprio de Previdência do Estado e dá providências correlatas.

Artigo 2º - Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

☑JUSTIFICATIVA

O Governador do Estado publicou o Decreto 65.021, com o intuito de definir a cobrança de percentuais de contribuição de proventos e aposentadorias que estejam entre um salário mínimo e o teto de contribuição do Regime Geral da Previdência.

Ocorre que, para isso, conforme previsão da LC 1012/2007, alterada pela LC 1354/2020, é necessário verificar a existência de déficit atuarial do Regime Próprio de Previdência do Estado.

E aqui verificamos uma divergência na interpretação da norma: ou o regime de SPPrev está deficitário - e para isso é necessário uma auditoria profunda nas contas do instituto, para saber o que acontece com o patrimônio de décadas de contribuição - ou o Decreto é meramente uma previsão de futuras medidas a serem tomadas, caso o déficit se verifique.

Todavia, a São Paulo Previdência - SPPrev, em comunicado enviado aos contribuintes e beneficiários, já se adianta ao tempo verbal do Decreto, e informa que "a partir de 90 dias desta publicação a contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas incidirá, de forma adicional, sobre o montante dos proventos de aposentadorias e de pensões que supere 1 salário mínimo nacional até o teto do Regime Geral de Previdência Social, por meio da aplicação de alíquotas progressivas de que tratam os incs. II e III do art. 8º da LC 1.012-2007, incidentes sobre faixas da base de contribuição".

Ao conferir, por Decreto, tais poderes e atribuições à SPPrev - e, repita-se, sem um estudo sobre a situação atuarial do caixa do instituto - o Poder Executivo extrapola suas competências constitucionais, viciando a validade do Decreto.