Quem é João Agripino da Costa Doria Junior

01/11/2018

João Agripino da Costa Doria Junior (São Paulo, 16 de dezembro de 1957), mais conhecido como João Doria, é um empresário, jornalista, publicitário e político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) desde 2001. Tornou-se conhecido por ser entrevistador em talk-shows, palestrante e organizador de eventos empresariais. É criador e presidente licenciado do Grupo Doria.

Ingressou na vida pública como secretário de Turismo de São Paulo e presidente da Paulistur (1983-86), no governo Mário Covas, e presidente da Embratur (1986-88), no governo José Sarney, ambas empresas estatais da área do turismo.Não teria outro cargo público até se tornar prefeito de São Paulo, trinta anos mais tarde.

Em 20 de março de 2016, venceu as prévias do PSDB para ser o candidato do partido a concorrer à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2016. Em 2 de outubro do mesmo ano, foi eleito prefeito da cidade de São Paulo logo no primeiro turno, fato inédito na história da cidade desde as eleições municipais de 1992, ano em que foram realizadas as primeiras eleições municipais em dois turnos no Brasil. Depois de dois anos como prefeito, renunciou ao cargo para se lançar candidato ao governo do Estado. Venceu a disputa no segundo turno contra Márcio França, do Partido Socialista Brasileiro(PSB).

Carreira

Ainda adolescente, estudante de graduação em comunicação social, assumiu uma diretoria na antiga TV Tupi São Paulo, iniciando sua jornada no mundo jornalístico televisivo. Em pouco tempo assumiu o mesmo cargo na Rede Bandeirantes, voltou à Tupi, retornou à Band e, poucos anos depois, com a bagagem adquirida nas emissoras de televisão, tornou-se diretor na MPM, nesse tempo a maior agência de propaganda do país. Por essa mesma época, formou-se em jornalismo e publicidade na FAAP, aos 21 anos, e fez vários cursos de gestão empresarial.

Pouco depois de formado, tornou-se diretor de comunicação da FAAP (1981-1983) e da Rede Bandeirantes de Televisão (1979-1982).

Profissional

Doria foi também chairman da Casa Cor (2007-2011), colunista da Revista ISTOÉ Dinheiro (2008-2011), apresentador do reality show Aprendiz Universitário- (2010) e editor de quase 20 títulos, como as revistas Mulheres Líderes e Meeting & Negócios, entre outras atividades.

Atuou no mercado editorial pela Doria Editora, publicando diversos títulos segmentados para empresários e público classe A: Caviar, Empresarial, Arena, Fórum & Negócios, Gabriel, Jorge, Mulheres Líderes, Meeting & Negócios, Lide, Lide Varejo, Lide Agronegócios, Lide Sustentabilidade, Líderes do Brasil, Robb Report, Líderes Empreendedores, Marketing Empresarial, Oscar, Saúde e Bem Estar, e Trancoso.

Foi fundador e vice-presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau e também foi a cabeça à frente do Market Plaza, bem sucedido shopping sazonal de inverno de Campos do Jordão. Realizou diversos eventos empresariais de grande porte, no Brasil e no exterior, como o Meeting Internacional, Fórum de Comandatuba, CEO's Family Workshop, Fórum Nacional do Varejo, Fórum Brasileiro da Indústria de Alimentos, Fórum de Infraestrutura e Logística, Fórum Nacional do Esporte, Fórum de Marketing Empresarial e Fórum de Empreendedores, encontros que reúnem dirigentes de empresas de todo o país.

Política

Em 1983, por indicação de Franco Montoro, antigo companheiro de seu pai no PDC e então governador de São Paulo, Doria se tornou Secretário Municipal de Turismo e Presidente da Paulistur, na gestão de Mário Covas como prefeito da cidade de São Paulo (1983-1986). Em sua gestão, criou eventos como a Praça Doce e a Rua do Choro. Também oficializou as ruas de lazer na cidade e lançou o Passaporte São Paulo, um programa para ocupar a rede hoteleira da cidade de São Paulo nos fins de semana. Na mesma época, também a pedido de Franco Montoro, teve participação ativa na organização da campanha pelas Diretas Já.

EMBRATUR E A POLEMICA SOBRE SEXO

Entre 1986 e 1988, durante o governo do presidente José Sarney, tornou-se presidente da Embratur e do Conselho Nacional de Turismo. Em sua gestão criou inúmeras campanhas como "Respeite o Turista" e "O Rio continua lindo", depois que uma enchente assolou a capital fluminense, principal porta de entrada de estrangeiros no Brasil.

Nomeou o ex-futebolista Pelé como "Embaixador do Turismo Brasileiro", percorrendo diversos países junto ao ex-atleta com o objetivo de promover o Brasil e suas atrações turísticas e culturais.

Os críticos, porém, acusam as campanhas publicitárias da Embratur de promover o turismo sexual no Brasil, mediante a intensificação da exposição do corpo feminino, durante a passagem de Doria pela presidência da empresa.

PSDB

Em 2001, Doria filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), partido fundado em 1988 e com o qual afirma sempre ter tido identificação ideológica e política. Costuma citar o cargo de presidente da Paulistur, na prefeitura de Mário Covas, ainda nos anos 1980, como prova de que seria um tucano de raiz, embora só tenha se filiado ao partido em 2001. Entretanto, seus rivais dentro do partido descobriram que ele votou em Fernando Collor de Mello em 1989, quando Covas também era candidato a presidente. Covas teria flagrado Doria usando uma camiseta "collorida" ainda no primeiro turno das eleições. Também presidiu o Conselho Nacional de Turismo (1986-1988).

Em 2007, juntamente com alguns outros empresários e personalidades, liderou o "Cansei", um movimento criado por setores de oposição ao então Governo Lula.

Candidatura à prefeitura de São Paulo em 2016



Após eleição de Doria, deputados tucanos articulam mudanças no orçamento para 2019

Aliados do governador eleito tentam remanejamento de R$ 50 milhões previstos para a Casa Civil, em proposta enviada por Márcio França (PSL), para a segurança.

Por SP2 - São Paulo

30/10/2018 

Deputados devem votar o orçamento em novembro

Os deputados da atual legislatura da Assembleia Legislativa de São Paulo devem votar o orçamento para 2019 até o final de novembro. A proposta foi enviada pelo atual governador Márcio França (PSB) antes das eleições.

Com a derrota de França, o texto agora está passando por algumas mudanças para atender aos objetivos de João Dória (PSDB), eleito governador de São Paulo.

Um dos deputados que já articulam por Doria diz que a equipe de transição fez alguns pedidos.

"Ainda essa semana ficaram de fazer uma primeira avaliação, mas mantendo foco na área de segurança e saúde. Esse foi um ponto bastante colocado", disse o deputado tucano Cássio Navarro.

Entre as mudanças, o remanejamento de R$ 50 milhões previstos para a Casa Civil, que deverão ser destinados para a segurança e criação dos Baeps, os Batalhões de Ação Especial da PM, promessa de campanha de Doria.

Dentro da própria base que apoiou João Doria, já começam a surgir as primeiras cobranças.

Coronel Telhada, do PP, quer mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias do ano que vem para incluir o prometido aumento salarial dos funcionários públicos.

"Foi prometido então é preciso que se mexa na ldo porque na ldo atual não tem nada previsto e não tendo nada previsto não haverá aumento", defendeu Telhada.

O líder do PSDB na assembleia e relator do orçamento, o deputado Marco Vinholi disse que não descarta mudanças na lei para contemplar o aumento do funcionalismo, incluindo aí os policiais militares.

"Depende da análise dos dados a escala de que forma vai ser esse aumento mas sem sombra de dúvidas o João Doria vai cumprir a proposta de valorização do Policial Militar aqui do estado de São Paulo".