MERCADO DE TRABALHO

03/04/2019

Vem acontecendo profundas mudanças no mercado de trabalho. Tais mudanças são explicadas principalmente pela globalização das finanças; pela elevada precarização das relações de trabalho( sindicatos) e, mais particularmente, pelas taxas elevadas de desemprego; pelo deslocamento geográfico das empresas absorvedoras de mão-de-obra; e também pela eliminação de postos de trabalho na indústria, no comércio e nos serviços.


O trabalho temporário, por tempo determinado, bem como o emprego informal, está aumentando sua importância no índice total de crescimento dos empregos. Esse tipo de trabalho envolve tipicamente salários mais baixos, alguns benefícios a menos e menor segurança que o emprego tradicional.

Isso, por sua vez, está levando a uma polarização da força de trabalho. Diversos problemas sociais são levantados devido a essas mudanças no trabalho, principalmente quando o governo está buscando reduzir sua responsabilidade com relação aos benefícios sociais, tais como, a seguridade social e terceira idade, onde um segmento, cada vez mais elevado, perde acesso aos tipos de pensão privada e aos planos de benefício, que poderiam fazer com que os cidadãos se tornassem auto-suficientes na aposentadoria.

Para aqueles que já consideram suas oportunidades de emprego restritas, o surgimento de uma classe de trabalhadores subempregados e mal pagos pode afetá-los indevidamente, aumentando os problemas de discriminação por sexo, raça, idade e também, por deficiência.


A tendência ao trabalho informal no Brasil vem acentuando-se cada vez mais. Podemos observar que tanto o emprego informal como o desemprego são problemas que apontam para uma mesma direção. Se o desemprego cresce na economia formal, aumenta, também, o emprego informal. O Brasil mudará o perfil de seu mercado de trabalho nos próximos anos.

Hoje, temos três categorias diferentes de trabalhadores. Dessas três categorias:

A primeira , infelizmente, não se enquadrará nas novas oportunidades que surgirão. São aqueles que possuem pouca formação intelectual e que estão acostumados, ao longo dos anos, com a cultura do emprego e que resistem em voltar a estudar. Estes continuarão sofrendo e engrossando a fila de desempregados até descobrirem que podem sobreviver prestando serviços autônomos de pouca relevância.

A segunda categoria é constituída por jovens que têm uma boa formação intelectual, que estão ligados nas tendências e que precisam de ajuda para entender melhor como fazer. Em médio prazo, esta categoria será a "bola da vez".

A última categoria é constituída por talentos já feitos e que, infelizmente, é uma minoria, o que faz com que as empresas vivam disputando seus passes. Esses profissionais são alvos de altas propostas pelas empresas. São pessoas com visão estratégica, com mentalidade evoluída e que buscam, por conta própria, a sua formação, usam a criatividade para inventar novos produtos e serviços.

O aumento da renda na economia informal mostra que os trabalhadores sem carteira fortaleceram seu poder de barganha. Se a legislação impõe o pagamento de elevados encargos trabalhistas às empresas, a informalidade aumenta sua capacidade de competir, em detrimento do setor formal.

É importante notar, porém, que o crescimento da renda informal é sinal de atividade econômica em formas produtivas diferentes daquelas oficialmente reconhecidas, ou seja, realiza-se nos sistemas conviviais. Se prestarmos atenção nas estatísticas e reportagens publicadas pela imprensa, diariamente, verificamos que, nas últimas décadas, em todo o mundo, o nível de produtividade está crescendo, ao mesmo tempo em que decrescem os índices de emprego. As notícias são dadas com otimismo quanto ao aumento do índice de produtividade, só que, no entanto, não gera empregos nem reverte em benefício da melhoria ou elevação do padrão salarial dos trabalhadores, ao contrário, nota-se que os níveis salariais dos trabalhadores estão decaindo.

Está esboçado o papel da educação num mundo de economia globalizada que exige preparação de mão de obra especializada e capaz de operar os instrumentos de alta precisão ou os sistemas de manutenção e transmissão de capital. Para que haja produção de boa qualidade a preços competitivos, é necessário que as empresas invistam em treinamento e este, enquanto meio de desenvolvimento de competências pessoais, tem sido a forma mais eficaz no que diz respeito às premissas organizacionais de desenvolvimento e retenção de talentos humanos. Surgem então as Universidades Corporativas, um novo estilo de educação nas empresas.

Com as escolas técnicas surgi a oportunidade em formar e desenvolver os talentos na gestão dos negócios, promovendo a gestão do conhecimento organizacional, por meio de um processo de aprendizagem efetiva e contínua. Percebe-se, claramente, que o nível de escolarização em nosso país é baixo. Em que pesem os dados oficiais e a propaganda do MEC e das Secretarias de Estado, a escolarização da população de baixa renda não tem muitas perspectivas de melhora. Fala se em aplicação vultosa em educação, mas, na prática, os investimentos ficam não com os órgãos ligados diretamente à educação, mas com aqueles que fazem propaganda sobre as aplicações em educação.

A formação do trabalhador em educação, a baixa escolarização e os investimentos em educação, constituem-se em um grande problema para a produção. Em geral, o trabalhador em educação faz um curso secundário ou superior e raramente se dedica à leitura e atualização teórica. Tem dificuldades, inclusive em se manter atualizado dentro de sua área específica.

Para que haja produção de boa qualidade a preços competitivos, é necessário que as empresas invistam em treinamento e este, enquanto meio de desenvolvimento de competências pessoais, tem sido a forma mais eficaz no que diz respeito às premissas organizacionais de desenvolvimento e retenção de talentos humanos.

O emprego está em agonia, pois o ritmo acelerado da automação está levando a economia global rapidamente para a era da fábrica sem trabalhadores.

O fato é que, até recentemente, a evolução tecnológica e social se encarregava de gerar novos empregos, formando um ciclo autos substitutivo que mantinha longe a catástrofe social do desemprego alto e irredutível.

As empresas, através do processo da reengenharia, estão reestruturando rapidamente suas organizações, tornando-as cada vez mais adeptas do computador e com isso estão eliminando níveis de gerência tradicionais, enxugando ou comprimindo categorias de cargos, treinando funcionários para atuarem em diversos setores da empresa e estimulando-os a desenvolverem suas várias habilidades e, também, reduzindo e simplificando seus processos de produção e distribuição, bem como dinamizando sua administração.

O trabalhador deve procurar o berço que pode ajuda-lo nas dificuldades com a compreensão referente as leis trabalhistas, não tenha devaneios de que as empresas vão cumprir a lei que lhe é assegurada pela constituição brasileira.

Desenvolva suas habilidades, estude,ganhe confiança e seja um profissional consciente.