Manifestação em defesa da previdência

22/03/2019

Manifestação contra reforma da Previdência fecha Avenida Paulista

O ato, realizado na altura do Masp, é parte de uma mobilização nacional em vários estados. O governo apresentou no dia 20 de fevereiro a proposta para nova Previdência Social.

Se o Congresso Nacional aprovar o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019) milhares de trabalhadores não vão conseguir se aposentar e muitos se aposentarão com benefícios de menos de um salário mínimo. E os que já estão aposentados terão o valor dos benefícios achatados. A reforma de Bolsonaro é muito pior do que a de Michel Temer (MDB).

A PEC impõe a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) se aposentarem, aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos para receber benefício parcial e acaba com a vinculação entre os benefícios previdenciários e o salário mínimo. Isso significa que os reajustes dos aposentados serão menores do que os reajustes dos salários mínimos. E mais: a reforma de Bolsonaro prevê que a idade mínima aumentará a cada quatro anos a partir de 2024. Ou seja, a regra para que um trabalhador possa se aposentar no futuro poderá ficar ainda pior.

Movimentos sociais e centrais sindicais fecharam os dois sentidos da Avenida Paulista, em São Paulo, em protesto contra a reforma da Previdência na tarde desta sexta-feira (22). O ato, realizado na altura do Masp, é parte de uma mobilização nacional em vários estados. Via foi totalmente liberada às 20h50.

O governo apresentou no dia 20 de fevereiro a proposta de reforma da Previdência Social. 

A proposta de emenda à Constituição (PEC) começará a tramitar pela Câmara dos Deputados. Se for aprovada, seguirá para o Senado. Pelas regras regimentais, a matéria passará primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que analisará se o texto fere algum princípio constitucional.