Igualdade de gênero

09/03/2019

A maternidade recebe normatização especial e privilegiada pela Carta de 1988, 

Mesmo com a preferência pela mão de obra feminina pelos empregadores, a mulher sempre foi pouco valorizada na história, tanto na sociedade quanto na sua participação nas relações de trabalho, isto porque a preferência pela mulher no mercado de trabalho era, tão somente, em razão do baixo custo pela sua mão de obra, ainda, a mulher enfrentava a desvantagem de ter a figura masculina sempre em evidência, no entanto, o que se viu foi que a mulher através do seu trabalho contribuiu grandemente para o crescimento e a evolução da sociedade em todos os seus aspectos.


Perceptível que a mulher mesmo contribuindo de forma positiva no mercado, sofre preconceito e discriminação, o que faz dela alvo de desigualdades no decurso do tempo.

Ademais, também existia a omissão do Estado sobre as relações de trabalho da mulher, que não existia limitação da jornada de trabalho, idênticas exigências dos empregadores quanto às mulheres e homens indistintamente, insensibilidade diante da maternidade e dos problemas que pode acarretar à mulher, quer quanto às condições pessoais, quer quanto às responsabilidades de amamentação e cuidado com os filhos em idade de amamentação .


A maternidade recebe normatização especial e privilegiada pela Carta de 1988, autorizando condutas e vantagens superiores aos padrões consentidos ao homem, mesmo para aquela mulher que não encontrava-se em estado gravídico ou de parto recente. Tal entendimento, extrai-se da leitura combinada de diversos dispositivos, como o art.7º, XVIII, que trata da licença a gestante por 120 (cento e vinte) dias, como também o art.226 que trata do preceito valorizador da família.

Hoje geralmente, o que ocorre é que tanto para homens como para mulheres durante a escolha para determinada profissão é considerado inconsistente, emocionalmente instável, com baixa autoestima, por vezes mais intuitivos que inteligentes, menos propensos ao raciocínio espacial e pouco assertiva, e não apenas pelo fato de ser mulher.



A vida da mulher no trabalho é um paraíso?

Ainda não.

 As pesquisas demonstram a persistência de algum preconceito, que dificulta o progresso na carreira e mantém os holerites femininos mais magros que os masculinos.


De maneira geral, no Brasil, as mulheres ganham o equivalente a 61% do salário dos homens. É um problema que afeta especialmente as profissões de salário mais baixo. Quando sobem na carreira e adquire maior qualificação, as mulheres têm seu talento mais bem remunerado.

Assim, no topo elas quase se igualam aos homens. O mais interessante é que nesse processo de conquista as mulheres que mais avançam são justamente aquelas que não fazem da condição feminina seu cavalo de Tróia.


O feminismo não as levou além das manchetes de jornais e noticiários de televisão.

Nenhuma mulher se tornou astronauta, juíza da Suprema Corte, presidente de uma corporação apenas por não ser homem. Ou seja, não subiram por necessidade das corporações de diversificar seu quadro.

Subiram por seus méritos medidos pelos padrões que valem tanto para homens quanto para mulheres.

Poderiam ter subido em maior número? Ou seja, já que são mais da metade da população, deveriam ser também mais da metade dos líderes empresariais, dos deputados e senadores?

Mais da metade dos médicos e engenheiros?

A resposta a essa pergunta vem de um estudo estatístico feito pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, segundo o qual isso é uma questão a que só o tempo responderá.

É inútil fazer projeções. Se as mulheres passarem a ser maioria em todos os degraus de entrada das profissões em questão, não haverá discriminação nem preconceito que as impeçam de chegar em igualdade de condições ao topo da pirâmide das empresas e das instituições.

A beleza do estudo de Harvard está em que, se a condição feminina, ao contrário do que se imagina, não atrasou a chegada das mulheres ao mercado de trabalho, essa mesma condição também não é motor de seu progresso.

"Todo e qualquer preconceito deve ser combatido"