O fim de Ministério do Trabalho prejudica trabalhador, empresas e Justiça.

12/01/2019

Criado em 1930 por Getúlio Vargas sob o nome Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, a pasta é uma das mais antigas e duradouras da história brasileira. Entre suas principais funções estão organizar a relação entre sindicatos, trabalhadores e empresas e garantir a estabilidade nestas relações.

As principais centrais sindicais do país repudiaram a intenção do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de fundir o Ministério do Trabalho a outra pasta em seu governo.

Ele, no entanto, não informou a qual pasta o Ministério do Trabalho deve ser incorporado. Em nota publicada em seu site, a UGT (União Geral dos Trabalhadores) disse que o fim do Ministério do Trabalho é um "atentado aos direitos da classe trabalhadora brasileira". Segundo a entidade, Bolsonaro "deveria buscar o diálogo com as entidades de defesa dos trabalhadores, antes de anunciar que irá extinguir de vez um órgão .

A UGT também criticou o viés "empresarial" que o novo ministério terá e afirmou que "mexer em uma pasta tão específica como essa é uma forma de ignorar tudo o que, ao longo de décadas, foi feito em prol de uma sociedade mais justa, igualitária, com trabalho decente e melhor distribuição de renda".

 Para a CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), a medida em estudo pelo próximo governo "faz parte do pacote de retrocesso imposto nos direitos dos trabalhadores". "Fechar o Ministério do Trabalho é a cereja do bolo da reforma trabalhista", disse em nota. 

A Força Sindical afirmou que o Ministério do Trabalho é importante para fiscalizar e equilibrar as relações entre patrão e empregado... -