01/11/2019

Com qual idade devo começar um plano de previdência privada? Existe um limite?

Quando se é jovem e saudável, não há uma noção real de como é chegar à terceira idade. Todos os planos, nessa época da vida, são pensados para serem realizados no curto e no médio prazo e, por isso, poucos jovens se questionam sobre como funciona a previdência privada

O costume é poupar apenas para consumir. A única previdência com a qual nos preocupamos é a oficial. Mas, com a crise do sistema e as reformas previstas, o jovem já não tem como saber quando ou quanto vai receber no futuro.

Por isso, cada vez mais é necessário colocar a poupança a longo prazo na lista de prioridades. E, atualmente, o investimento que mais garante benefícios futuros é a previdência privada.

No Brasil, o hábito de investir não é comum, e a pessoas parecem cientes disso. Tanto que uma pesquisa da London School of Economics, de 2010, mostrou que 75% dos brasileiros acreditam que serão sustentados por seus familiares. Por outro lado, na Inglaterra, apenas 30% dos entrevistados responderam o mesmo.

A previdência privada pode ajudar aos que desejarem não fazer parte dessa estatística e aos que não querem depender somente do INSS, que paga um teto de apenas seis salários mínimos. Há, no entanto, muitas dúvidas sobre esse sistema. Entre elas: como funciona a previdência privada? qual a idade para começar a investir?

É por conta desses questionamentos que, neste conteúdo, vamos abordar as principais dúvidas, tanto dos mais jovens quanto dos mais velhos, sobre o tema da previdência complementar. Vamos lá?

Como funciona a previdência privada?

Se você ainda não entende muito bem como funciona a previdência privada, não se preocupe! Esclarecemos os principais pontos abaixo, por isso, é importante que acompanhe o artigo até o final.

Tempo de contribuição

Assim como na previdência oficial, o tempo de contribuição é importante na previdência privada. O ideal é começar junto com a vida profissional, em torno dos 20 anos.

Atualmente, contudo, já existem planos específicos para que os pais comecem a poupar pelos filhos antes mesmo de eles atingirem esta idade. Dessa forma, os jovens podem resgatar o dinheiro com objetivo de pagar a faculdade, um intercâmbio ou, até mesmo, continuar poupando para o futuro.

O importante é pensar que quanto mais cedo melhor, para que haja tempo suficiente de acumular a renda necessária para a manutenção do padrão de vida.

Lembre-se que, poupar dinheiro para o futuro dos filhos, é essencial para o bem-estar de toda a família. Por isso, saber como funciona a previdência privada é fundamental nesse processo.

Quando começar a investir?

A meta é começar o quanto antes para escalonar o valor dos depósitos. Ou seja, começa-se contribuindo com pouco, R$ 50, por exemplo, que é o mínimo na maioria dos planos.

A medida que a renda aumenta, a parcela cresce junto com ela. Chegará a um ponto em que o depósito será maior do que aqueles do início, o que compensará a diferença.

Existe um limite de idade para contribuir?

Entender como funciona a previdência privada garante o bem-estar da sua família e o futuro dos seus descendentes.

Apesar de a palavra "previdência" ser associada apenas com aposentadoria, há em sua raiz também os conceitos de "prever", "prevenir" e "prevenção".

São nessas ideias em que a previdência privada se baseia. Ela é pensada como um investimento, para curto, médio e longo prazo. O dinheiro aplicado pode ser resgatado para alguma emergência financeira, pagar a educação dos filhos, como já foi dito, ou ainda realizar algum sonho de consumo.

Existem muitas possibilidades de investir e entender como funciona a previdência privada. Por isso, não há um limite de idade para começar a contribuir. Basta apenas ter em mente qual o objetivo do investimento.

PGBL ou VGBL?

Agora que você já compreende melhor como funciona a previdência privada, é necessário saber qual plano irá contratar.

Assim, na hora de contratar um plano, é preciso escolher entre o PGBL e VGBL, que são indicados para perfis distintos de contribuintes do Imposto de Renda.

O primeiro é melhor para aqueles que declaram pelo formulário completo. O segundo já é mais adequado para os isentos, os que declaram pelo formulário simples, e os que já alcançaram o máximo permitido de deduções em contribuições nos planos PGBL.

Tabela regressiva ou progressiva?

Em seguida, é necessário pensar por quanto tempo você deseja manter a aplicação. Esse dado é útil para escolher o regime de tributação mais vantajoso para o contratante.

Por exemplo, a tabela progressiva é ideal para aqueles que querem resgatar o investimento a curto ou médio prazo, pois o cálculo do Imposto de Renda segue a mesma regra das alíquotas do IR anual da Receita Federal.

Como alternativa para aqueles que preferirem investir a longo prazo, a tabela regressiva é melhor, pois a alíquota de IR é definida de acordo com o tempo de permanência em cada contribuição. Investimento aplicado por mais anos têm menores alíquotas de tributação.

Compreender como funciona a previdência privada não tem mistério. O importante é começar a investir o quanto antes, independente do que se possa aplicar. O segredo é apenas usar o tempo e os juros a favor do contribuinte.