PREVIDÊNCIAS NO MUNDO

02/05/2018

ESTADOS UNIDOS

O problema pode piorar nos próximos anos. Até 2036, a população de idosos nos Estados Unidos deve dobrar. Por isso, o governo tem incentivado o investimento em planos de previdência privada - fundos em que a empresa pode contribuir com uma parte e o empregado com outra.

Na Itália

Apesar de a Itália ter uma dívida publica preocupante, de quase dois trilhões de euros, as contas as contas da previdência estão equilibradas. Não sobra, nem falta dinheiro.

Os 200 bilhões de euros que o país arrecada por ano são gastos com 16 milhões de aposentados - 27% da população. O benefício médio de um aposentado italiano è equivalente a R$ 2.500,00.

A idade mínima para se pedir a aposentadoria é de 65 anos para
as mulheres e 66 para os homens.

O governo italiano está fazendo uma nova reforma da previdência. Com o dinheiro que economizar, pretende amenizar um dos maiores problemas sociais do país, o desemprego entre os jovens - 31% deles estão sem trabalho.

Na França

A França tem cerca de 15 milhões de aposentados e gasta com eles por ano o equivalente a R$ 633 bilhões.

É a principal despesa do estado, quase 15% do orçamento anual. A idade mínima para se aposentar passou de 60 anos para 62 anos. Para receber o máximo possível a pessoa tem que contribuir durante 41 anos e meio. Mesmo com a mudança as contas não batem. E por uma razão simples: quando o sistema foi criado, depois da Segunda Guerra Mundial, as contribuições de 4 trabalhadores na ativa sustentavam um aposentado. Mas hoje essa relação caiu, para 1,6 por aposentado.

Na Inglaterra

Apostar em corridas de cavalo enquanto bebe uma cervejinha num pub de Londres é um dos passa-tempos de um inglês de 67 anos de idade e 2 de aposentadoria. Norman Mair recebe o máximo que a previdência do governo paga neste país para pensionistas dos setores público e privado: 480 libras, o equivalente a R$ 1.300,00 por mês. Ele também conta com R$1.500,00 de uma previdência privada. Com isso chega a tirar R$ 2.800,00 por mês.

Investir numa pensão complementar é importante, desde cedo existe a preocupação com a velhice.

Na Inglaterra todos se preocupam, principalmente o governo que dá incentivos fiscais para as empresas que ajudam seus funcionários a pagar uma previdência privada. Os aposentados ainda têm descontos de até 50% no IPTU, e nas contas de gás, luz e telefone. E não pagam para andar de trem e ônibus. Médico e hospital, também - é tudo de graça.

O segredo tem sido não deixar a previdência entrar em colapso. De tempos em tempos, quando a expectativa de vida da população aumenta, o Parlamento muda os prazos para se aposentar. Atualmente os ingleses se aposentam aos 65 anos e as inglesas aos 61. Mas até 2018, todos serão igualados. Uma pesquisa mostrou que a longevidade média das mulheres já é maior do que a dos homens.

O resultado desse sistema justo e ajustado aparece nos cofres públicos. Sem aposentadorias baixas demais e nem estratosféricas, as contas fecham. Há mais de duas décadas a previdência na Inglaterra não tem sobras de caixa, mas também não sabe o que é estar no vermelho.

No Japão

Do outro lado do mundo a situação tá ainda mais complicada. O Japão é o campeão mundial da longevidade com uma expectativa de vida de 84 anos. É muito tempo pra viver da aposentadoria.

Tempo demais. E é por isso que o Japão é considerado laboratório na questão da previdência. Lá se tem, hoje, o problema que outras nações vão enfrentar no futuro. É a situação extrema: pouca gente para pagar cada vez mais aposentadorias.

É fácil perceber o problema: vemos a cada dia mais idosos e menos crianças. Como a população não se renova, o número de japoneses diminui. Em 2050, devemos ter uma população quase 23% menor do que é hoje. Menos gente para contribuir com os programas sociais mais solicitados. Por isso, está sendo elevada a idade mínima para aposentadoria, de 60 para 65 anos. Aumentou também o imposto sobre consumo - que se paga na boca do caixa: de 5% para 8%. No ano que vem ele vai para 10%. Para cobrir o aumento de despesas que surgiram com mais aposentadorias para pagar.

Na Grécia

E foi justamente o rombo previdenciário um dos fatores que quebraram a Grécia. Lá, muita gente conseguia aposentadoria plena aos 55 anos. A reforma acabou sendo feita na marra e a idade vai pular pra 67 anos.


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