DOENÇAS EM QUE NÃO EXISTE AINDA VACINA- PREVENÇÃO- ELIMINAR CRIADOUROS

12/03/2020

DENGUE

Os primeiros relatos de epidemias de dengue no Brasil se dão em 1986, nas regiões Nordeste e Sudeste, se agravando em 1990 com a introdução do segundo sorotipo (DEN-2) e, mais tardar, em 2001 com a introdução do terceiro sorotipo (DEN-3). Atualmente a dengue é uma grande epidemia enfrentada pela população brasileira, em 2015 chegando a 1.649.008 de casos da doença, com um novo caso de dengue a cada 12 segundos.

O mosquito transmissor da dengue é originário do Egito, na África, e vem se espalhando pelas regiões tropicais e subtropicais do planeta desde o século 16, período das Grandes Navegações. Admite-se que o vetor foi introduzido no Novo Mundo, no período colonial, por meio de navios que traficavam escravos

Dengue é uma moléstia infecciosa, de origem viral, cuja transmissão acontece por meio da picada do mosquito Aedes aegypti contaminado. ... A dengue chegou ao Brasil com os navios negreiros vindos do continente africano. O primeiro caso de doença ocorreu, em 1685, na cidade de Recife.

Nos últimos 50 anos, a incidência aumentou 30 vezes com a expansão geográfica para novos países e, na presente década, para pequenas cidades e áreas rurais. É estimado que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente e que, aproximadamente, 2,5 bilhões de pessoas vivem em países onde o problema é endêmico.

A zika é uma doença introduzida no Brasil em 2015, causada por um vírus identificado em 1947 na floresta denominada Zika, em UgandaA zika é uma doença introduzida no Brasil em 2015, causada por um vírus identificado em 1947 na floresta denominada Zika, em Uganda. O principal meio de transmissão é pelo mesmo Aedes aegypti de larga infestação no País.

Os sintomas,  são semelhantes aos da dengue, porém, o que mais tem assustado a população é a possibilidade de uma grávida infectada com zika ter um bebê com microcefalia.

"Igualmente relatados casos de pessoas que tiveram zika e, posteriormente, apresentaram Síndrome de Guillain-Barré, com acometimento de músculos, causando fraqueza e paralisia dos membros superiores e/ou inferiores, sendo mais grave quando atinge a musculatura respiratória."

De acordo com o MS, em 2016, até a SE 37, foram registrados 200.465 casos prováveis de febre pelo vírus zika (taxa de incidência de 98,1 casos/100 mil habitantes).

Em 2016, foram confirmados laboratorialmente três óbitos por vírus zika: dois no Rio de Janeiro e um no Espírito Santo. Em relação às gestantes, foram registrados 16.473 casos prováveis, sendo 9.507 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

A zika é uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos, tais como Aedes aegypti. ...

Ainda não há cura ou vacina para prevenir a infecção pelo zika.


A febre chikungunya
A febre chikungunya

A febre chikungunya

A chikungunya também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus. A febre também tem sintomas próximos, como dores nas articulações e manchas avermelhadas na pele. A dor provocada pela chikungunya é bem mais forte e pode se arrastar por meses ou anos, deixando sequelas.

O vírus, no entanto, possui uma letalidade menor do que a das variações mais pesadas da dengue. Como a doença não tem cura ou vacina, a única forma de proteção é evitar a picada.

Os principais sintomas são febre alta, náuseas, dor de cabeça, manchas e pontos avermelhados pelo corpo, dor muscular e nas articulações, geralmente, nas menores do corpo, como as das mãos e as dos pés.

De acordo com o MS, em 2015, da SE 1 à SE 52, foram registrados, no País, 38.332 casos prováveis de febre de chikungunya (taxa de incidência de 18,7 casos/100 mil habitantes). Houve também confirmação de seis óbitos. Em 2016, até a SE 37, foram registrados 236.287 casos prováveis e, deste total, 49,3% foram confirmados. No ano, foram 120 óbitos: Pernambuco (54), Paraíba (21), Rio Grande do Norte (19), Ceará (10), Bahia (5), Rio de Janeiro (4), Maranhão (3), Alagoas (2), Piauí (1) e São Paulo (1)