*

13/05/2020

Mortes entre crianças, jovens e adultos crescem mais que a de idosos em SP.

Precisamos ter conhecimento sobre esse longo caminho que precisamos percorrer, o vírus não vai desaparecer, para termos uma vacina vai demorar um pouco.Precisamos estar com a imunidade estável e não esquecermos de outras doenças que para elas existe vacinas.

Helena Sato, doutora em Medicina e diretora do centro de vigilância epidemiológica de São Paulo. 

O que estamos fazendo é tentar levar a informação adequada para as pessoas. Falamos em isolamento, em regras, mas sabemos que é difícil se isolar em casas onde moram cinco ou seis pessoas juntas.

Observamos o vírus circulando nas áreas menos favorecidas,são essas que infelizmente têm menos acesso a condições como água e esgoto. As secretarias do município já têm trabalhado nesse sentido, com oferecimento de água, tentando trazer também uma melhoria das condições de saneamento básico.

Nesses locais, por vezes não há nem a condição adequada para lavar as mãos, que é o fundamental, diz Helena Sato, doutora em Medicina e diretora do centro de vigilância epidemiológica de São Paulo.

Informações contraditórias

 Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) critica o isolamento, os municípios e estados tentam convencer a população do oposto. Esse embate dificultam a comunicação com as pessoas, que são influenciadas por posições muitas vezes contrárias à sua própria saúde.

Grave, confusa e contraditória a mensagem do chefe do executivo à nação sobre a pandemia do novo coronavírus. Quem sofre são as populações mais pobre , a mensagem confusa, contradiz  com as informações técnicas do próprio Ministério da Saúde, sem qualquer base científica e sem mérito humanitário, coloca,  a nossa população sob um evitável grave risco de contaminação.

A preocupação com a economia é mundial, precisamos nos resguardar  com quarentena como fizeram outros países, que ainda estão tentando sair da pandemia para retornar as atividades normais.

Caminhamos com muita insegurança

Onde boa parte dos países cumpriu as regras rigorosas de distanciamento, não há como comparar com a situação brasileira.

As pessoas continuam saindo, fazendo aglomerações, vendedores ambulantes com suas mercadorias espalhadas pelo chão, na praça da Sé as pessoas circulam livremente, muitas sem mascaras de proteção, e continua a crescer a mortalidade, com essa a situação está difícil isolamento seja respeitado.