CONHECENDO UM POUCO DAS MONARQUIAS EXISTENTE NO MUNDO

09/09/2018

Conheça as 28 monarquias que ainda existem no mundo

Mesmo em um mundo dominado por sistemas presidenciais e parlamentaristas, 28 famílias reais ainda existem no mundo; veja quem são

Por Guilherme Dearo


  •  Monarcas do século 21

São Paulo - A monarquia voltou à pauta depois da abdicação do Rei Juan Carlos I na Espanha. Ele estava no poder há 39 anos. Apesar da democracia dominar o cenário político contemporâneo, com presidentes, primeiros-ministros e parlamentos, ainda há mais de 40 países com monarquias - o Império Britânico é responsável por muitos países nessa contagem, diga-se. Hoje, são 28 famílias reais. Algumas têm poderes absolutistas, mandando no país de fato. Outras, têm poderes limitados. Por fim, existem aquelas que são "meramente figurativas". Ter um família real para chamar de sua tem lá seu charme, pelo visto. Conheça a seguir as 28 monarquias contemporâneas, cujos respectivos emires, reis, príncipes e imperadores resistem aos séculos.

  • Arábia Saudita

(Courtney Kealy/Getty Images)

O monarca da Arábia Saudita é o rei e primeiro-ministro Abdullah bin Abdul Aziz. No país, a monarquia tem o poder político de fato. Mas ele é o último que governará por hereditariedade. Por um decreto de 2006, depois de Abdullah os monarcas serão escolhidos por um comitê formado por príncipes sauditas. A família real saudita tem cerca de 30 mil membros.

 Kuwait

(Stephanie McGehee/Reuters)

O monarca do Kuwait é o emir xeque Al-Sabah al Ahmed Al-Sabah desde 2006. Ele controla uma poderosa companhia de petróleo no país. Sua família está no poder desde os anos 1700.

  •  Catar

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(Mohamed Nureldin Abdallah/Reuters)

O emir Tamim bin Hamad al-Thani chegou ao pode no Catar após a morte do pai, em 2013. Sua família domina a política local desde 1825, além de companhias de petróleo.

  •  Emirados Árabes Unidos

(David Cannon/Getty Images)

Pela organização dos Emirados Árabes Unidos, cada um dos sete distritos possui um monarca, com título de emir. Quem manda, geralmente, é o emir de Abu Dhabi, que também ocupa o cargo de presidente. Atualmente, essa pessoa é Khalifa bin Zayed al-Nahyan, no poder desde 2004.

  • Suazilândia

(Ishara S.Kodikara/AFP)

O rei de Suazilândia é, atualmente, Mswati III, desde que assumiu a coroa em 1986, depois do seu pai. Ele tinha apenas 18 anos à época. Com poderes de fato, ele tem o título de "Ngwenyama", que significa "leão".

  • Brunei

(Christopher Furlong/Getty Images)

O sultão e primeiro-ministro de Brunei é Hassanal Bolkiah, desde 1967. Com grandes poderes, ele pode cuidar até mesmo do conselho legislativo e da Corte Suprema, que segue a sharia. Bilionário, ele tem uma residência privada que é considerada a maior do mundo.

                             Omã

(Getty Images)

O monarca de Omã é o sultão Qaboos bin Said, desde 1970. Ele comando as finanças, o governo e os militares do país. Sua família está no poder desde os anos 1700.

  •  Bahrein

(Getty Images)

O atual rei do Bahrein, Hamad bin Isa al-Khalifa, está no poder desde 1999. Em 2002, ele trocou o título de emir pelo de rei. Ele tem grandes poderes, mas enfrenta desde 2011 protestos pró-democracia.

  •  Jordânia

(Yussef Allan/AFP)

O rei da Jordânia é Abdullah II, que reina desde 1999. Tecnicamente, ele é chefe de governo. Outra pessoa tem o cargo de primeiro-ministro. Ele tem poderes suficientes para vetar leis e dissolver o parlamento.

  • Marrocos

(AFP)

O rei do Marrocos é Mohammed VI. Em 2011, após a Primavera Árabe, ele diminuiu os seus poderes. Contudo, ainda tem um poder significativo: pode indicar o primeiro-ministro e outros membros do governo.

  •  Vaticano

(Vincenzo Pinto/AFP)

Sim, o Papa Franciso é considerado um monarca. O Vaticano é uma monarquia absolutista eletiva da teocracia católica romana. Ele é "chefe de governo" global da Igreja Católica.

  •  Mônaco

(Getty Images)

Aqui já começa a lista das monarquias que têm certo poder, mas já não mandam e desmandam com total poder em seus países. O monarca de Mônaco é o Príncipe Albert II, no poder desde 2005. O legislativo de Mônaco é constituído por eleição. Albert II até pode indicar o chefe de estado, mas apenas entre uma lista de três nomes já previamente votados e selecionados.

  •  Tailândia

(Getty Images)

O atual rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, está no poder desde 1952. Com pouco poder, ainda é importante no país. Pode perdoar crimes e vetar decisões do legislativo. Recentemente, aprovou a nova junta militar no país, após um golpe de estado.

  •  Império Britânico

(Philip Toscano/Reuters)

A Rainha Elizabeth II é considerada a chefe de estado em 16 monarquias constitucionais do Império Britânico, como Reino Unido, Nova Zelândia, Granada e Belize.

  • Liechtenstein

(Sean Gallup/Getty Images)

Com pouco poder, recentemente Liechtenstein votou para, incrivelmente, aumentar os mandos do Príncipe Hans-Adam II. Ele pode dissolver o parlamento e vetar leis, por exemplo. Ele ainda é o chefe de estado.


                                       Tonga

(Wikimedia Commons)

O rei de Tonga, desde 2006, é George Tupou V. O trono foi herdado do seu pai. Assim que assumiu, prometeu que passaria muitos poderes para o primeiro-ministro, mas tem sido um monarca no estilo absolutista, provocando uma série de protestos pró-democracia.

  •  Butão

(Wikimedia Commons)

Jigme Khesar Namgyel Wangchuk é o líder da monarquia de Butão. Seu título é o de Druk Gyalpo, o que significa "Rei Dragão". Ele está no trono desde 2008. A família Wangchuk está no poder por cerca de um século.

  •  Noruega

(Ragnar Singsaas/Stringer/Getty Images)

Aqui começam as famílias reais meramente figurativas, apenas cerimonialistas. O rei da Noruega é Harald V. Sua agenda inclui reuniões com o gabinete do primeiro-ministro e com o parlamento. A monarquia é hereditária.

Suécia

(Ragnar Singsaas-Pool/Getty Images)

O atual monarca é o Rei Carl XVI Gustaf, com papel apenas em cerimônias. Como a Suécia permite a sucessão feminina, a Princesa Victoria Ingrid Alice Desiree poderá assumir o trono como rainha no futuro.

  •  Holanda

(REUTERS / Dylan Martinez)

O Rei Willem-Alexander tem apenas alguns meses de trono, depois que sua mãe, Beatrix, abdicou do trono após 33 anos. A Holanda tem um parlamento bicameral. O rei, assim, não governa diretamente, mas tem sua importância como presidente do Conselho de Estado.

  •  Espanha

(Wikimedia Commons)

O Rei Juan Carlos I acabou de abdicar na Espanha, após 39 anos no poder. Quem assume agora é o Príncipe das Astúrias, Felipe de Bórbon. A origem do poder de Juan Carlos vem do franquismo. Sucessor do ditador Franco, Juan assumiu o poder após sua morte, mas optou por criar uma constituição democrática em 1978.

 Dinamarca

(Wikimedia Commons)

O Reino da Dinamarca tem como rainha Margrethe II, que está no poder desde 1972. Ela tem poucos poderes diante do parlamento. Seu reinado inclui a Groenlândia.

                    Luxemburgo

(Wikimedia Commons)

O monarca de Luxemburgo não se define como rei, sim como grão-duque. Este é Henri Guillaume, ou simplesmente Grand Duque Henri. É um chefe de estado com poucos poderes de fato.

  •  Bélgica

(Wikimedia Commons)

O rei da Bélgica é Philippe, com pouco tempo de monarca - herdou o treino do seu pai, que abdicou em 2013. É uma figura simbólica, apenas, mas tem desempenhado certo papel em manter o país unido, aliando os francófonos e os flamengos.

  •  Lesoto

(Divulgação)

Lesoto tem como monarca o Rei Letsie III, no poder desde 1996. Informalmente, ele era o rei desde 1990, quando seu pai foi para o exílio. A Constituição do país não lhe dá poderes políticos.


Camboja

(Wikimedia Commons)

O Rei do Camboja é Norodom Sihamoni. Ele não possui poderes políticos, mas desempenha ofícios simbólicos. É o embaixador do Camboja na Unesco, por exemplo.

                       Malásia

(Wikimedia Commons)

Cada estado da Malásia tem um sultão. A cada cinco anos, uma eleição escolhe um desses sultões para se tornar o rei do país. Desde 2011, este é Tuanku Abdul Halim Muadzam Shah. Ele não tem influência política.

  • 29. 28. Japão

o Japão, a dinastia Yamato tem origem para além dos anos 660. É a mais velha dinastia hereditária em todo o mundo. O atual líder é o Imperador Akihito, no poder desde 1989. Ele permanece em seu palácio em Tóquio e, segundo a "lenda", é o 125º imperador de sua dinastia.

O imperador Akihito, de 83 anos, vai abdicar ao trono japonês em abril de 2019, revelou nesta sexta-feira o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, depois da reunião do Conselho Imperial, notícia que foi oficializada logo em seguida pela Casa Imperial do Japão.

O Governo e a Agência da Casa Imperial do Japão acertaram nesta sexta-feira marcar o dia 30 abril de 2019 como data mais propícia para a abdicação de Akihito, que vai representar a primeira renúncia ao trono de um imperador em vida em dois séculos.

Assim foi decidido em reunião realizada hoje em Tóquio entre representantes do Governo, da Casa Imperial e especialistas jurídicos japoneses com o objetivo de marcar o calendário para a abdicação depois que o imperador expressou seu desejo de deixar o cargo, segundo anunciou o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe.

O dia 30 de abril foi escolhido como data idônea para a abdicação já que vai coincidir com o começo do ano fiscal e administrativo japonês, o que facilitaria todos os procedimentos legislativos e administrativos para a subida ao trono de Naruhito, sucessor de Akihito.

O imperador, de 83 anos, deixaria assim o trono com 85 anos e quase três anos depois de expressar seu desejo de abdicar através de uma extraordinária mensagem televisionada.

"Escolhemos o dia 30 de abril como data para a abdicação do imperador", disse o primeiro-ministro em declarações aos veículos de imprensa após a reunião.

Abe também se mostrou "profundamente satisfeito" com esta decisão que qualificou como "um grande passo para a sucessão na Família Imperial", e acrescentou que o Governo "promoverá as iniciativas legislativas e os esforços necessários" para que a abdicação aconteça.

A renúncia de Akihito no final de abril de 2019 permitirá que Naruhito assuma o trono em 1 de maio e que a nova era comece nesse mesmo mês, o que representa um detalhe importante para a organização do calendário japonês.

Cada novo monarca também representa no Japão uma mudança de era, que representa o reinado de um imperador.

A atual, denominada "heisei" ou paz, começou em 8 de janeiro de 1989, o dia seguinte do falecimento de Hirohito, imperador anterior e pai de Akihito.

O imperador declarou em agosto de 2016 o seu desejo de abdicar devido a sua idade avançada e a sua saúde delicada, algo que, uma vez acontecendo, vai ser a primeira sucessão em vida no Trono do Crisântemo desde a renúncia do imperador Kokaku em 1817.

Por causa deste anúncio, o Parlamento japonês aprovou em julho passado a legislação que permitirá a abdicação do imperador, fato que não estava contemplado pela atual Constituição japonesa.

Com Agência EFE Brasil