Volks suspende turno e impõe férias coletivas a trabalhadores em Taubaté

 
 
 
 


A Volkswagen vai suspender por tempo indeterminado o terceiro turno na unidade Taubaté (SP) no próximo dia 13 e vai colocar cerca de 250 trabalhadores em férias coletivas por 20 dias. Segundo a montadora, as medidas têm como objetivo adequar a produção à demanda do mercado.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, a medida foi anunciada oficialmente nesta quinta-feira (5). A entidade informou que as férias coletivas terão início no dia 23 deste mês.

Com a suspensão do terceiro turno, os 1,7 mil trabalhadores do período devem ser transferidos para o primeiro e segundo turnos da montadora, que é uma das maiores empregadoras do município. O sindicato garante que não haverá demissões, mas a montadora não comentou o assunto em comunicado oficial divulgado nesta tarde.

A Volks emprega atualmente cerca de 5 mil pessoas e era a única das quatro plantas que a multinacional alemã mantém no país que ainda tinha o terceiro turno de produção.

Produção

A unidade da Volkswagen em Taubaté produz os veículos Gol e Voyage e, desde o ano passado iniciou a produção do Up!.  Segundo o sindicato, são produzidos diariamente 850 carros e o corte do terceiro turno geraria economia à empresa. O período impõe à Volks, por exemplo, o pagamento de adicional noturno aos funcionários.

No segundo semestre de 2014, com a queda nas vendas de carros em todo o país, a montadora já havia colocado parte dos trabalhadores em férias coletivas durante dez dias.

A montadora não é a única no Vale do Paraíba a sentir os impactos da retração do mercado. A General Motors, em São José, abriu um novo PDV no último dia 2, para reduzir o efetivo. A meta não foi informada pela montadora, que emprega cerca de 5,3 mil trabalhadores. O plano permanece aberto até o dia 10.

A Ford, também em Taubaté, mantém os contratos de 168 empregados suspensos até o fim de março. Eles deveriam retornar em janeiro, mas a empresa prorrogou o prazo. A unidade emprega 1,8 mil trabalhadores.


Fonte: G1 - 06/02/2015