Vigilantes de São Paulo entram em greve a partir da próxima quinta-feira

Na próxima quinta–feira (22), os vigilantes de São Paulo devem entrar em greve por tempo indeterminado. A greve da categoria, que promete mobilizar trabalhadores da grande São Paulo e municípios, é um protesto à postura obscura do Sindicato, que fechou o Acordo Coletivo com o setor patronal sem consultar os trabalhadores do setor. O ACT fechado pela entidade não concede aumento real, apenas repõe a inflação do período (6,38%).


As assembleias promovidas pela entidades têm sido muito criticadas pelos trabalhadores que não conseguem espaço contribuir com propostas, sugestões ou críticas.

Damião Tavares, coordenador-geral da Oposição, revela que os trabalhadores têm sofrido com essa postura intransigente da entidade, que sequer abre espaço durante as assembleias para a apresentação de propostas. “Desde outubro, não houve sequer uma discussão sobre as reivindicações dos vigilantes”, disse o coordenador.

De acordo com o sindicalista, a categoria reivindica aumento real de 3%, mais a reposição da inflação de 6,38% e a negociação para efetivação da inclusão geral da cesta básica a todos os profissionais.

Em 16 de dezembro, os vigilantes realizaram uma manifestação na Av. Paulista para denunciar a situação desesperadora da categoria e a atitude antidemocrática do sindicato. “Atualmente nosso piso é de R$ 1.218,00. O último reajuste foi efetuado somente pelo índice de inflação. Em 10 anos o nosso aumento salarial foi de apenas R$ 481,00", afirmou o cetebista.

Para 2015, o reajuste salarial dos vigilantes fez apenas a reposição da inflação. O aumento real de 3% reivindicado foi ignorado pelo setor patronal.

Em relação aos benefícios, o vale-refeição passou de R$ 14,50 para R$ 17,00 – reajuste de dois reais por dia. E a cesta básica não houve negociação, uma reivindicação antiga dos trabalhadores.



Fonte: Arthur Dafs/Portal CTB - 16/01/2015