VENEZUELA , Nação que acredita no seu trabalho e desenvolvimento.

VENEZUELA , Nação que acredita no seu trabalho e desenvolvimento.

Assim como a maior parte dos países do mundo, a Venezuela viu sua economia perder recursos e, com isso, seus programas e medidas que beneficiavam o povo passaram a enfrentar grandes dificuldades.

Ela tem uma economia ainda totalmente dependente do petróleo e do abastecimento do exterior-que não houve tempo histórico suficiente para industrializar a economia do país e gerar empregos na produção.

 Estas dificuldades foram muito bem utilizadas pela burguesia sempre na oposição  e ainda acrescentaram a especulação permanente com a moeda do dólar.  Através da manipulação da taxa de cambio no paralelo e usando as divisas fornecidas pelo próprio governo.

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A burguesia compradora induziu taxas incontroláveis da inflação em bolívares (moeda local). Por outro lado, organizou uma guerra comercial ao controlar e esconder produtos de consumo de massa, que tem forte impacto psicossocial, como: esconder papel higiênico, pasta de dente, óleo de cozinha, ou farinha de trigo para pão salgado que tem preço controlado, etc.

Esperavam com isso criar uma situação de ingovernabilidade e o caos, através da guerra econômica que pudesse desmoralizar o governo Maduro e levar a novas eleições.

Neste contexto, obtiveram a primeira vitória eleitoral ao eleger a maioria no Parlamento nas eleições de 2015.

De lá para cá, praticamente todas a medidas de recuperação econômica enviadas pelo poder executivo ao congresso foram automaticamente rejeitadas e, assim, aprofundam e atrasam qualquer possibilidade de recuperação da economia gerando enormes sacrifícios ao povo venezuelano.

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 A escalada do conflito obrigou então o governo a adotar uma série de medidas legais para continuar governando o país mesmo com a declarada sabotagem do parlamento.

Porem, na disputa politica com as massas e na tentativa de derrotar o governo de Maduro, a oposição burguesa não teve sucesso.

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Primeiro estão divididos entre eles. Os setores de direitas mais radicais querem aumentar os conflitos para inviabilizar o governo. E os setores mais moderados, liderados por Capriles, querem desgastar o governo para colher os votos em 2019, dando maior legitimidade ao novo governo, e esperando que o petróleo até lá, se recupere.

·       Manipularam grosseiramente as assinaturas para convocar um referendum, e isso os desmoralizou.

·       Não conseguiram dar seriedade e fazer funcionar a assembleia legislativa. Tinham três deputados eleitos fraudulentamente e suas disputas internas inviabilizou o funcionamento da assembleia durante todo ano.

·       A denuncia de propina da empresa brasileira Odebrecht para o principal lider oposicionista senhor Capriles, que recebeu 5 milhões, os deixaram envergonhados perante a opinião publica.

De parte do governo e das forças populares, apesar de todas dificuldades econômicas, reconhecidas e debatidas todos os dias na imprensa popular, o governo teve a humildade de debater sempre com a população e a convocá-la a se mobilizar. Nunca houve tantas passeatas e mobilizações como nos últimos dois anos.

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A nova escalada do conflito teve início em 9 de janeiro de 2107, quando a Assembleia venezuelana simplesmente decidiu não reconhecer o presidente eleito como chefe da nação.

 Alguém viu a mesma gritaria como agora?

Alguém viu a palavra “golpe” ser usada nesse caso?

Não, nenhuma palavra sobre uma Assembleia que simplesmente resolveu destituir o presidente eleito, rompendo com a constituição daquele país. Diante disso, uma série de leis especiais foi promulgada pelo governo, visto que agora a Assembleia não somente faz oposição e sabotagem, mas, também, desconhece legalmente o presidente.

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 A partir de então, o conflito entre poderes passa a ser um fator constante e o TSJ – Tribunal Supremo de Justiça -, equivalente ao STF no Brasil, passou a atuar para a sua resolução.

O que de fato ocorreu na última semana?

Em nenhum momento o parlamento foi fechado ou dissolvido, muito menos a pedido do executivo. Portanto, em nenhum momento se descumpriu a constituição e a lei e nenhuma ditadura foi implantada. Isso tudo só existiu na bem articulada rede golpista que, através de suas mídias, rapidamente divulgou uma avalanche de mentiras e cenas de um golpe que nunca existiu.

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 O governo de Nicolas Maduro atuou inclusive para restabelecer a ordem, pois acatou a interpretação de inconstitucionalidade proferida pela procuradora-geral e, através do Conselho de Defesa do país (órgão previsto na constituição venezuelana) solicitou ao TSJ que revisse a decisão e devolvesse o poder da Assembleia aos parlamentares.

Devemos ter consciência e acompanhar com atenção as dificuldades de um processo que quer construir uma sociedade igualitária, mas enfrenta as atrofias de um estado burguês e burocrático dominado por uma pequena burguesia acostumada com as propinas.

Uma economia para não ser dependente  deve ser industrializada, e conseguir  no trabalho produtivo seu pilar principal.

 

O processo de construção democrática, que propõe maior participação popular, em todos os níveis, não pode estar vinculado com as tradições eleitorais do passado.

Necessitamos conhecer e ter vontade politica para desenvolver e estimular cada vez mais a mobilização e organização popular, única forma de superar os desmandos da classe burguesa dominante que através da mídia desestabiliza a luta de classes.

É dever nosso, defender esse projeto de soberania popular, que luta bravamente em meio à crise e problemas internos, que são manipulados pelos inimigos que desejam a volta ao modelo servil e de exploração do trabalhador.

Denunciar a rede de mentiras é nossa tarefa, contribuindo para manter um país símbolo de soberania, diante da ofensiva do imperialismo e defender as conquistas obtidas pelo o povo.