UMA VIAGEM SEGURA NAS ESTRADAS

UMA VIAGEM SEGURA NAS ESTRADAS

Uma viagem segura e tranquila começa antes mesmo de sair de casa”, afirma a coordenadora de segurança viária da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), Viviane Riveli.

É preciso planejar a viagem – horário de saída, o tempo e quilometragem do percurso e paradas no trajeto.

 Crianças e animais de estimação exigem atenção redobrada quanto à sua correta acomodação.

 Antes de pegar a estrada, uma lista dos preparativos necessários evita a ocorrência de imprevistos e acidentes.

Orienta. “O ideal é não ter pressa de chegar. Cinco minutos a menos de tempo de viagem é insi gnificante diante das vidas em risco”, alerta.

 O comportamento cuidadoso do motorista é fundamental para garantir a segurança no trânsito. De acordo com levantamento do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), 94% dos acidentes com mortes no Es - tado são causados por falha humana, como imprudência e distração.

 “A dinâmica do acidente é uma junção de fatores, entre eles o comportamento humano. Imprudência e excesso de velocidade contribuem – e muito – para a ocorrência de acidentes”, explica Viviane. 

A Artesp, vinculada à Secretaria de Transportes e Logística, participa do Movimento Maio Amarelo (ver serviço), 

 

cuja campanha #FocaNoTrânsito chama a atenção sobre atitudes que podem levar o motorista a se acidentar no trânsito. Imagens da foca, mascote da campanha, aparecem em várias situações no tráfego das vias públicas.

 Anualmente, a Artesp adere ao Maio Amarelo, que ocorre em diversos países e intensifica ações dirigidas à segurança vária e à redução do número de mortes e acidentes. Prudência – Há cuidados que o motorista precisa ter ao dirigir em uma estrada. Um deles é não exceder o limite de velocidade.

 “Esse limite foi projetado para dar segurança em condições normais. Com chuva, neblina ou fumaça, e outras situa ções adversas, a redução da velocidade aumenta a segurança”, destaca. Ao motorista habituado a circular pela cidade e com pouca “destreza” nas rodovias, Viviane recomenda “o uso da pista da esquerda apenas nas ultrapassagens, pois, ao deixar essa faixa livre, para alguém que, eventualmente, queira desrespeitar o limite de velocidade e correr risco desnecessário, o motorista evita correr riscos pelo outro”. 

Perda do controle do veículo aparece como causa de 30% dos acidentes nas rodovias;

 e colisão traseira responde por 24% dos acidentes 

e 20% das mortes nas estradas. 

Observar a sinalização de trânsito prepara o condutor para o que está logo adiante. 

“Curvas acentuadas, trechos sujeitos a nevoeiro, presença de pedestre ou animal exigem atenção redobrada e diminuição da velocidade.”

 Lembrar de manter os faróis baixos acesos, mesmo durante o dia, é outra providência. “Além de deixar o veículo mais visível, o farol ligado é obrigatório nas rodovias, e quem infringe essa norma fica sujeito à autuação”, enfatiza a coordenadora. A ingestão de bebidas alcoólicas e de outras substâncias que alterem a capacidade de reação do motorista traz riscos e desrespeita as leis de trânsito, frisa. O motorista deve verificar se a documentação, do veículo e do condutor, está em ordem.

 “Na época do licenciamento, é comum a pessoa esquecer de atualizar a documentação. O agente de trânsito autua motorista com documento vencido. Quem estiver com habilitação vencida fica sujeito a ter seu veículo apreendido.” 

Crianças e pets – Outra tarefa é providenciar revisão no veículo para verificar freios, amortecedores, luzes, óleo, pneus e equipamentos obrigatórios antes da viagem. Viviane cita dois itens pouco lembrados:

 “Calibrar o estepe também. Se estiver murcho, não há como substituir o pneu.

 Trocar a palheta do para-brisa, para evitar o comprometimento da visibilidade nos dias chuvosos ou com neblina”.

 Deve-se usar o cinto de segurança, inclusive no banco de trás, e acomodar crianças em poltronas apropriadas, de acordo com idade e peso, para que o cinto não as machuque, instrui.

 Transportar animal de estimação em caixa própria presa com cinto de segurança ou afivelar o cinto diretamente no pet, ressalta. 

“Qualquer objeto solto dentro do carro pode ser lançado para longe, fora do veículo ou na nuca do motorista.” 

As malas precisam estar devidamente acomodadas no porta-malas, complementa. Adotar a prática de estimar o custo da viagem (combustível, pedágio, alimentação) e levar algum dinheiro a mais. 

“É preciso estar preparado para eventualidades”, aconselha a coordenadora. Um problema comum é esquecer-se de pagar dispositivos como o “Sem Parar” e o carro ficar bloqueado no pedágio. Ele recomenda o uso de roupas confortáveis que não limi tam os movimentos. O motorista deve des cansar antes da viagem e, se necessário, fazer paradas. “Cansaço e roupas descon fortáveis irritam o motorista e podem le vá-lo a erros os quais não cometeria se estivesse bem.” Viviane lembra que há o Serviço de Atendimento ao Usuário equipado com guinchos, ambulâncias e telefones de emergência 0800 para atender às necessidades dos viajantes. “O apoio gratuito leva o moto- rista ou seu carro até o local mais próximo onde haja infraestrutura (telefone, banheiro, posto, alimentação).”

Claudeci Martins de Assis Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial