TAXA DO CHEQUE ESPECIAL CHEGA A 183% AO ANO EM SETEMBRO, A MAIOR DESDE 1999

31/10/2014 

 

JURO médio cobrado no cheque especial ao consumidor chegou a 183,2% ao ano em setembro. Isso significa uma elevação de 10 pontos porcentuais ante agosto, quando ficou em 172,8%.

 

O cheque especial é a modalidade mais cara disponível para EMPRÉSTIMO. Muitas vezes o consumidor não percebe que está pagando os altos juros, pois o banco aciona o limite pré-aprovado de cheque especial automaticamente quando a conta fica no vermelho. 

 

JURO médio do cheque especial em setembro foi o maior já registrado desde abril de 1999, quando marcava 193,6% ao ano. Naquela época, a taxa Selic, que é usada como referência para a definição dos demais juros ofertados no mercado, estava em 34% ao ano. Maior que a Selic do mês passado, de 11% ao ano.

 

Já a inadimplência do cheque especial subiu de 10% para 10,3% no período, ou seja, 0,3 ponto porcentual. Considerando todas as modalidade de EMPRÉSTIMO do CRÉDITO para o consumidor, a inadimplência se manteve em 6,6% em setembro.

 

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo BANCO CENTRAL (BC). Vale lembrar são informações referentes ao mês de setembro. Ou seja, antes da reunião de ontem, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC surpreendeu o mercado ao elevar a taxa básica de juros de 11% ao ano para 11,25% ao ano, na tentativa de conter a escalada da inflação.

 

Na contramão. A alta da taxa do cheque especial vai na contramão das demais modalidades de crédito, que registraram queda.

 

A taxa média de JUROS no crédito livre caiu de 32,2% ao ano em agosto para 31,9% ao ano em setembro. Para pessoa física, passou de 43,1% ao ano para 42,8% ao ano. Já na pessoa jurídica, ficou estável em 22,8% ao ano.

 

No crédito pessoal, o JURO médio caiu de 45,4% ao ano para 44,3% ao ano. Para a compra de veículos pelos consumidores, os JUROS passaram de 23,2% em agosto para 22,8% em setembro.

 

O crédito livre engloba todos os empréstimos e FINANCIAMENTOS que não fazem parte das políticas do governo (como os recursos da poupança, que são direcionados ao crédito imobiliário). O crédito livre considera o cartão de crédito, o cheque especial, o crédito para compra de veículos, os empréstimos pessoais, entre outros.

 

Assim, considerando também as operações direcionadas, como o crédito imobiliário e agrícola, a taxa média de juros total caiu de 21,1% ao ano em agosto para 21,0% ao ano em setembro. E o juro médio do crédito direcionado passou de 8,0% ao ano para 8,1% ao ano na mesma comparação.

 

FONTE: Estadão

 

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