Sob protestos, Câmara aprova reajuste salarial de 8% a servidor santista

Sob protestos, Câmara aprova reajuste salarial de 8% a servidor santista
Servidores protestaram contra o reajuste durante sessão. Foto: Divulgação

 Projeto de Lei Complementar (PLC) 3/2015, que dispõe sobre o reajuste salarial e de benefícios dos servidores de Santos, foi aprovado nesta quinta-feira (12), em 1ª discussão na Câmara Municipal de Santos. Entretanto, para que PLC entre em vigor ele deverá contar, novamente, com o voto favorável dos vereadores na sessão da próxima quinta-feira, às 18 horas.

O projeto de autoria da Prefeitura prevê um acréscimo salarial de 8%, além de 7,5% no vale-refeição e 10% na cesta-básica. Apesar da reposição inflacionária dos 6,5% e aumento real de 1,5%, a categoria representada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) lotou a galeria da Câmara para protestar contra o PLC.

Segundo o presidente do Sindserv, Flávio Saraiva, o sindicato não esgotou a negociação da Campanha Salarial, porém, mesmo assim, o Executivo resolveu encaminhar o projeto para votação no Legislativo. “A Prefeitura está se valendo de um expediente no mínimo lamentável. Estão usando um sindicato faz de conta, como é o Sindicato dos Servidores Estatutários (Sindest), para aprovar um reajuste rebaixado como esse, perante ao processo inflacionário que teremos em 2015”.

Saraiva garantiu, ainda, que o secretário de gestão, Fábio Alexandre Fernandes Ferraz, só recebeu o Sindserv uma vez e mesmo assim enviou o PLC para a Câmara. “A justificativa dele para encaminhar o projeto foi a aprovação desse outro sindicato que, como todos sabem: não representa o conjunto dos servidores. É um expediente que estão usando e que só nos traz prejuízo”.

Aberto ao diálogo

O secretário de gestão informou, mais uma vez, que está aberto ao diálogo com o pessoal do Sindserv. “Nós pedimos para que venham conversar conosco a qualquer momento. O fato é que eles (Sindserv) adotam uma postura de trazer encaminhamentos para nós com 10 ou 15 sindicalistas e não para discutir e montar uma agenda de diálogo”, ressalta Ferraz.

Quanto a aprovação do PLC pelos vereadores em sessão no legislativo, o secretário demonstrou cautela. “Mesmo com o projeto aprovado em 1ª discussão, nós aguardamos a manifestação final da Câmara Municipal, que tem sua soberania para a discussão”.



Fonte: Matheus Müller/A Tribuna - 13/02/2015