Sindiquímicos faz ato em memória das vítimas de acidentes do trabalho

Sindiquímicos faz ato em memória das vítimas de acidentes do trabalho

Foto: Troad Comunicação & Assessoria

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Sindicato dos Químicos de 

Guarulhos e Região – 

Sindiquímicos realizou, nesta terça-feira, 

28 de abril, no auditório do Sindicato dos

 Metalúrgicos de Guarulhos, um ato em

 Memória às Vítimas de Acidentes de 

Trabalho e ao Dia Nacional de 

Prevenção e Segurança no Trabalho.

O evento,  em parceria com os 

Metalúrgicos de Guarulhos e Região, 

Centro de Referência em 

Saúde do Trabalhador – 

CEREST de Guarulhos e a 

Prefeitura de Guarulhos, 

reuniu trabalhadores, 

profissionais da CIPA, 

SESMT e segurança do 

trabalho e demais sindicatos da cidade.

“Esta data é um importante instrumento 

de visibilidade e conscientização 

sobre o quanto é necessário manter

um ambiente de trabalho seguro”, 

eclarou Antonio Cortez Morais, 

vice-presidente do Sindicato 

os Químicos de Guarulhos e região 

– Sindiquímicos e conselheiro

representante da Força Sindical 

no Conselho Nacional de 

Previdência Social – 

CNPS e secretário de Assuntos 

Previdenciários da Força Sindical/SP

 e Confederação Nacional 

dos Trabalhadores no Ramo Químico 

– CNTQ, que aproveitou a 

oportunidade para falar da discussão 

sobre o Fator Acidentário de Prevenção 

– FAP e todas as suas implicações 

atuais e futuras e para expor dados 

de uma pesquisa recente sobre 

o perfil da Acidentalidade por Gênero

 que destaca, de 2004 a 2013, a maior

 participação das mulheres no mercado

 de trabalho, bem como o crescente 

número de adoecimento e afastamento,

 além  da concessão do auxílio-doença 

e de natureza acidentária. “Estes dados 

chamam nossa atenção e precisam de 

uma efetiva atuação do movimento 

sindical em políticas públicas e sociais

 em defesa da mulher para que ela

 tenha assegurada sua qualidade de vida”.

De acordo a OIT (Organização 

Internacional do Trabalho), no mundo 

são 270 milhões de vítimas de acidentes

 de trabalho. 160 milhões sofrem com 

doenças profissionais. Por dia, morrem 

5 mil pessoas em acidentes de trabalho, 

são três vidas a cada minuto. 

No Brasil são quase 4 mil mortes 

por ano em decorrência de 

acidentes de trabalho.

O direito universal à saúde é uma 

conquista da cidadania brasileira, 

garantida na Constituição Federal,

 em seu artigo 196, como “… 

um direito de todos e um dever do 

Estado garantido mediante políticas 

sociais e econômicas…”. 

A Saúde do Trabalhador está 

contemplada no âmbito deste direito

 na própria Carta Magna, disposta 

em seu artigo 200 como competência 

do Sistema Único de Saúde. 

Nesse sentido, as questões que 

associam saúde e trabalho deixam 

de se relacionar exclusivamente à 

relação entre trabalhador e empregador,

 passando a ser também um 

objeto da Saúde Pública. 

O ato social destas mortes é alto 

e chega a 4% do PIB (Produto Interno Bruto) 

do País.

“O 28 de abril deveria ser lembrado

 todos os dias, afinal, a saúde 

e a vida são direitos que precisam 

ser resguardados”, disse Nelson 

Agostinho de Oliveira, Nelsão, diretor 

licenciado do departamento de Saúde, 

Segurança e Meio Ambiente do 

Sindiquímicos e secretário adjunto 

do Trabalho de Guarulhos.

Elenildo Queiroz Santos, o Nildo, 

diretor do departamento de Saúde 

e Segurança  dos Metalúrgicos, 

ressaltou a importância da data e

fez considerações sobre a luta do 

movimento sindical pela manutenção

 dos direitos dos trabalhadores. 

“O momento atual é em defesa do 

ambiente seguro de trabalho e da 

manutenção dos direitos que levamos 

décadas para conquistar”. 

Para Walquíria Kasaz, gerente em 

Saúde do CEREST, a importância 

da data vai além da segurança. 

“A segurança não é o simples ato 

de não querer se acidentar, mas, 

sobretudo, um ato de solidariedade

de não deixar ocorrer acidentes”. 

Heloisa Helena Sampaio Ferreira de 

Castro, diretora Regional de Saúde 

de Guarulhos – Região 1, ressaltou 

que a reflexão da data deve se 

transformar em garantias de direitos 

e proteção à saúde do trabalhador. 

“Este ato requer uma grande 

mobilização por parte de toda a 

sociedade, afinal, não podemos 

perder nossos direitos”.

Já Regina Célia Côrrea de Araíjo,

 psicóloga do setor de reabilitação 

profissional do INSS, reafirmou 

a importância de se evitar as 

doenças e os acidentes.

“Trabalhar deve ser um ato seguro 

e não de adoecimentos e mortes.

Temos que refletir e promover 

ações que assegurem isto”.  

Palestras

No evento foram abordados temas

como os desafios contemporâneos da

 Gestão de Risco e a prevenção

de doenças ocupacionais e os 

procedimentos legais para execução

de trabalho em altura (prédios, fachadas,

 telhados, reformas) para correta aplicação 

da NR e dispensa de penalidades

 (multas, interdições, notificações). 

Ao falar dos desafios contemporâneos, 

o palestrante Robson Spenelli Gomes, 

pesquisador do Fundacentro, ressaltou 

que a qualidade de vida no trabalho

 deve estar agregada a questões de higiene,

segurança e ergonomia. “Na verdade,

 se faz necessário oferecer condições 

de trabalho que não necessite da utilização

 dos EPIs. Temos que oferecer um 

ambiente de trabalho que seja seguro e com qualidade”. Cosmo Palasio de Moraes 

Jr, técnico de Segurança do Trabalho 

e diretor do SINTESP – Sindicato dos 

Técnicos de Segurança do Trabalho do 

Estado de São Paulo, ao expor o seu tema,

 ressaltou a importância de se respeitar 

os limites físicos e mentais do trabalhador

 no momento da execução do trabalho. 

“Cada trabalhador tem seu limite e ele 

precisa ser respeitado”.

Os dois palestrantes foram unânimes 

em reafirmar a necessidade de se repensar 

o ambiente de trabalho com ações 

voltadas ao trabalhador, como forma de 

garantir o seu bem-estar e qualidade de vida.



Fonte: Troad Comunicação & Assessoria - 29/04/2015