SindimotoSP e Corpo de Bombeiros querem reduzir acidentes com motos

SindimotoSP e Corpo de Bombeiros  querem reduzir acidentes com motos

Estudo revelou locais que concentram as ocorrências. Com isso, é possível desenvolver políticas públicas através de campanhas educativas para minimizar os índices para todos que andam de moto.

Representantes do Corpo de Bombeiros de São Paulo, ligados ao 1º Grupamento de Bombeiros / Secretaria de Estado dos Negócios da Segurança Pública - Polícia Militar do Estado de São Paulo, estiveram na sede do SindimotoSP para uma reunião. Intuito foi propor parceria para trocar informações e implementar ações que visem a diminuição de acidentes envolvendo motocicletas.


Há tempos, o Corpo de Bombeiros da capital realiza estudo que revela locais de maior incidência. A instituição também troca informações com outros órgãos públicos e busca soluções para o assunto.


Agora, numa proposta e parceria inédita, o SindimotoSP entra com o conhecimento que possui sobre a questão e somará forças com o Corpo de Bombeiros da capital para montar um plano de contenção e prevenção de acidentes.


A parceria também resultará em um instrumento preparatório de cooperações, prestação de informações e propostas mútuas de implementações e ações para prevenção de acidentes.


Segundo o 1º Grupamento de Bombeiros, os locais que concentram mais acidentes são as avenidas Luiz Inácio de Anhaia Melo, 23 de Maio, Cupecê e a Rua Vergueiro.


HISTÓRICO


O SindimotoSP tem como uma de suas bandeiras a melhora da segurança do motofretista na execução de seu trabalho e, há tempos, participa, sugere e promove campanhas de segurança no trânsito. Há algum tempo, participou de evento realizado na USP - IOT como um dos convidados para representar a categoria do motofrete de São Paulo - setor profissional de duas rodas - e apresentar sugestões para diminuição de acidentes com motociclistas.


SindimotoSP participa do 3° Fórum
de Segurança e Saúde no Trânsito


Gil, presidente do SindimotoSP, ao lado de autoridades e representantes do setor público
O SindimotoSP esteve no evento realizado na USP como um dos convidados para representar a categoria do motofrete de São Paulo - setor profissional de duas rodas.

Na ocasião, Gilberto Almeida dos Santos, o Gil, presidente do SindimotoSP, falou que os acidentes na categoria tem diminuído devido trabalho firme e consistente do sindicato na questão da qualificação do motofretista, entre outros fatores ligados à conscientização do profissional como importante para a setor financeiro do País, bem como para a família que sustenta.
Uma das organizadoras do evento e coordenadora da pesquisa do Hospital das Clínicas, Dra Júlia Greve, disse: "Existe uma política que os sindicatos vêm elaborando há tempos e que contribuiu para a redução. Os motofretistas podem até não gostar, mas a pesquisa aponta de uma forma bem clara que essas políticas estão surtindo efeito, porque menos profissionais do setor estão sofrendo acidentes."
A pesquisa foi promovida pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, maior complexo hospitalar da América Latina, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e coordenado pelo IOT, contou com a participação de diversos departamentos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e de órgãos públicos e privados como a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo e Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).
Entre as informações levantadas na pesquisa, 44% das vítimas tiveram lesões graves, 21% das vítimas haviam consumido álcool ou drogas e 23% das vítimas não tinham habilitação para dirigir motos. Outros dados relevantes se referem ao uso de equipamentos de segurança ao dirigir motocicletas. Apesar de 90% das vítimas usarem capacetes, apenas 22,7% usavam botas e só 18,1%, jaquetas.
A pesquisa revelou ainda que as principais vítimas não são os motofretistas, mas sim os motociclistas que utilizam a moto para ir e voltar do trabalho, correspondendo a 77% dos casos. Do total, 90% são homens com média de idade de 30 anos.