Sindimed cobra pagamento dos médicos terceirizados na Bahia

O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA) se reuniu com o governo estadual na última terça (28/10), para discutir o atraso do salário dos médicos da SESAB contratados através de Cooperativa e Pessoa Jurídica. Francisco Magalhães e Luiz Américo, presidente e vice-presidente do Sindimed, respectivamente, representaram os médicos enquanto a SESAB foi representada pelo Chefe de Gabinete, Paulo Barbosa, e pelo diretor da DGRP, José Walter. Os coordenadores de UTI Alberto Soares e Jener Guerra também estavam presentes.

O Sindimed alertou quanto a insatisfação da categoria com o atraso do pagamento, fato que vem se repetindo reiteradamente nos últimos anos, e cobrou uma solução o mais rápido possível. Os sindicalistas pontuaram a necessidade de se corrigir rapidamente esta situação sob pena de ampliação do deficit de profissionais em áreas críticas como nas unidades de terapia intensiva. Muitos profissionais têm solicitado o desligamento do serviço devido aos atrasos. Reivindicaram ainda a realização de concurso público como medida mais efetiva.

Os gestores afirmaram que, nesta forma de contratação, não há como pagar antes de 40 dias. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) exige uma auditoria interna de todas as guias antes de efetuar a liberação dos recursos, afirmou José Walter. Com relação o atraso do mês de agosto, Paulo Barbosa, explicou que houve um atraso no repasse do Ministério da Saúde e que o pagamento seria feito com outra fonte de financiamento até o fim de outubro. Quando questionado sobre o repasse do mês de setembro, o chefe de gabinete afirmou que deverá sair entre o dia 10 e 15 de novembro.

Para o vice presidente do Sindimed, Luiz Américo, o problema é inerente a forma de contratação, a qual exige uma estrutura administrativa paralela, associada a falta de planejamento e capacidade técnica do Estado. "Este desrespeito vem se repetindo todo ano. O resultado é a alta rotatividade de profissionais e escalas desfalcadas. A única forma de se corrigir é através de concurso público", afirmou Américo.



Fonte: Sindimed-BA - 03/11/2014