Sindicato pede retirada de linhas de ônibus após ataques em Campinas.


Com dez ataques a ônibus nos cinco primeiros dias do ano em Campinas (SP), dois a menos do que todo o mês de janeiro de 2014, o sindicato que representa os motoristas vai pedir a mudança de itinerários nos finais de semana para evitar quatro pontos citados como mais críticos. Segundo a categoria, os atos de vandalismo ocorrem nas regiões dos bairros Campo Belo, Mauro Marcondes, Campo Grande (Praça da Concórdia) e na Estrada do Mão Branca, perto do São Judas Tadeu.

No fim de semana passado, dois trabalhadores foram feridos durante uma viagem na região do Campo Belo. “Uma média de 25 pessoas, tudo com pedaços de pau, pedras e tijolos [..]Começaram a apedrejar o ônibus. Os passageiros  estavam todos deitados no assoalho”, relata uma das vítimas.

Segundo o vice-presidente do sindicato, Izael Soares de Almeida, a categoria quer a permissão do Poder Público e das concessionárias para não ter transporte coletivo nestes locais nos finais de semana. “A informação que nós temos é que são bailes, não sabemos por quem são promovidos. Eles se reúnem nestes pontos, bebem a noite toda e isso acontece de sexta para sábado e de sábado para domingo”, explica o sindicalista.

“Fim de semana é tortura ali, ninguém quer trabalhar [...] Saí para trabalhar e fico com cicatrizes para o resto da vida. Humilhação total”, confessa o motorista agredido.

A Guarda Municipal informou que em dezembro de 2014 ocorreu uma reunião com a Polícia Militar e com a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). O objetivo era discutir medidas de segurança.

Já a Polícia Civil disse que está investigando os casos registrados e ressalta que 38 vândalos já foram identificados e um menor apreendido. A Polícia Militar afirmou que tem intensificado o policiamento preventivo na área dos ataques.

A Emdec informou que acompanha o aumento do vandalismo no transporte público, mas depende dos órgãos de segurança. A empresa disse ainda que está aberta ao diálogo com o sindicato para melhorar as condições de trabalho.



Fonte: G1 - 07/01/2015