Sindicato de Campo Grande estima que 3 mil trabalhadores sejam contratados até o fim do ano

Sindicato de Campo Grande estima que 3 mil trabalhadores sejam contratados até o fim do ano

Nos próximos dois meses, cerca de 3 mil trabalhadores da construção civil de Campo Grande serão contratados para atuar em pequenas e médias obras geralmente residenciais, conforme prevê o Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande).

O montante representa 10% do efetivo atual no mercado, que é de 30 mil trabalhadores. Para o presidente do Sintracom, José Abelha Neto, a demanda por funcionários nessa época do ano é tradição, pois muitas famílias aproveitam o décimo-terceiro para investir em suas residências.

"Quando o abono começa a ser pago as pessoas procuram mão-de-obra, geralmente informal, para fazer pequenos reparos em casa e se preparar para o fim do ano", destaca Abelha, ao ressaltar que geralmente as contratações se intensificam no fim de agosto e vão até dezembro ou janeiro.

Encontrar um profissional nessa época para realizar pequenos serviços pode não ser uma tarefa fácil e a indicação é recorrer ao sindicato, que dispõe de um balcão de empregos e faz o cruzamento de informações entre quem quer contratar e os funcionários disponíveis.

“Muitas famílias buscam profissionais no mercado para fazer aquela reforma que planejou durante todo o ano ou para ampliações, consertos e até para uma reforma geral e pintura nas residências, ou em parte delas”, explica Abelha Neto.

O mercado da Construção Civil tem crescido e empregado também um grande número de mulheres. “Elas têm conquistado respeito pela sua competência em fazer serviços, principalmente nas áreas de acabamento. Elas são muito caprichosas”, diz.

Além disso, essa demanda sazonal ajuda a recuperar as perdas de vagas durante o ano. "Tivemos muitas demissões, mas o setor está estável. Para o ano que vem ainda há muitas incertezas e dependemos do resultado das eleições", comenta o presidente do Sintracom.


Fonte: Priscilla Peres/Cassilândia Jornal - 14/10/2014