Servidores lotam a Câmara de Picos (PB) para denunciar a omissão dos vereadores

Dezenas de servidores municipais de Picos lotaram a Câmara de Vereadores na tarde da quinta-feira (09), para protestar contra a omissão da casa em relação à luta da categoria contra os desmandos da administração Kléber Eulálio (PMDB).

Com faixas e cartazes, os servidores acompanharam a sessão ordinária desta quinta-feira e cobraram dos vereadores uma posição clara de apoio ao movimento deflagrado pela categoria. Houve momentos de tensão e o líder do governo na Câmara, Edilson Alves de Carvalho (PTB) chegou a ser vaiado.

Outro momento tenso foi durante o discurso do vice-presidente da casa, Antônio Marcos Gonçalves Nunes, o Toinho de Chicá (PMDB). O parlamentar defendeu a gestão do prefeito Kléber Eulálio e em protesto os servidores viraram as costas para ele.

Omissão

Antes do início da sessão os manifestantes se reuniram em frente ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Picos (Sindserm), para traçar as estratégias de luta. Uma assembleia geral foi marcada para a próxima quinta-feira (16), e a categoria estuda a possibilidade de nessa data decidir deflagrar uma greve por tempo indeterminado.

A presidente do Sindserm, Edna Moura, denunciou a omissão dos vereadores, que, segundo ela, não têm cobrado do prefeito Kléber Eulálio o atendimento às reivindicações dos servidores, dentre as quais a aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Salários da Saúde. “É um conjunto de vereadores que está integrado no projeto de abandonar o servidor público municipal” – definiu a sindicalista.

Outro lado

O presidente da Câmara de Picos, Hugo Victor, disse que os vereadores têm cumprido com o seu papel e garantiu que no momento em que o plano chegar a casa ele será aprovado. Para o parlamentar, no entanto, a função de elaborar o projeto é do Executivo.

Hugo Victor prometeu intermediar a retomada das negociações entre o prefeito Kléber Eulálio e o Sindserm, para que o projeto do Plano de Cargos e Salários seja finalizado e enviado a Câmara para votação e aprovação.


Fonte: Sindserm PIcos - 10/10/2014