Sapateiros de Franca aprovam reajuste salarial de 8,84% em assembleia


Os sapateiros de Franca que compareceram à assembleia convocada pelo sindicato da categoria aprovaram a proposta de 8,84% de reajuste nos salários. A reunião aconteceu no início da noite de ontem, na Associação Atlética Francana. Entre as conquistas estão ainda um reajuste no abono escolar e antecipação da data-base em um mês.

O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Agnaldo Madaleno, instigou os trabalhadores a aprovarem a proposta que seria apresentada. “Quem decide são vocês, então, têm que ter consciência do que estão fazendo, porque uma greve é difícil, muito difícil. Não é impossível, porque temos vários sindicatos que apoiam a gente também (...). Espero que seja aprovado, porque foi um bom acordo (...) Vamos esperar que vocês tenham bom senso”, disse o presidente.

O assessor de imprensa do Sindicado, Luiz Borges, apresentou oficialmente as propostas para os sapateiros. “Chegamos ao limite. Eles (classe patronal) jogaram a toalha. Disseram: ‘É esse valor, ou então vai para dissídio, ou vocês fazem greve’. Ficou em 8,84% o índice”, disse.

A maioria dos trabalhadores levantou o braço demonstrando concordância com o acordo fechado entre a diretoria da entidade e o Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca).

Foi aprovada ainda a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 98 horas, sendo a metade a ser recebida em 25 de abril e o restante em 25 de outubro. A data-base - cuja categoria pedia mudança para 1º de setembro - passou de 1º de fevereiro para 1º de março e o abono escolar passará dos atuais R$ 212 para R$ 230 a partir de 2016.

Borges lembrou que nas primeiras negociações os empresários ofereceram apenas 5,67% de aumento para a categoria, menos da metade dos 13% pedidos pelos trabalhadores, o que justificaria a sensação de que 8,84% de reajuste representa um bom acordo. “Não é um acordo ruim, mas não é o que esperávamos. Pedimos 13% e eles acharam muito e ofereceram esses pouquinhos. Baixamos para 10,29% e foi uma choradeira. Então, chegou-se a esse ponto: 8,84% é o nosso índice a partir de fevereiro.”



Fonte: Melissa Toledo/GCN - 09/03/2015