São Paulo possui o maior número de estradas duplicadas da América Latina

São Paulo possui o maior número de estradas duplicadas da América Latina

Sistema rodoviário do estado de São Paulo é o maior sistema estadual de transporte rodoviário do Brasil, superando os 35 000 km. Trata-se de uma rede interligada, dividida em três níveis, municipal (12 000 km), estadual (22 000 km) e federal(1 050 km). Mais de 90% da população paulista está a cerca de 5 km de uma estrada pavimentada.

 
Trecho do Rodoanel Mário Covasadministrado pela CCR RodoAnel.

São Paulo possui o maior número de estradas duplicadas da América Latina e, de acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte, o sistema rodoviário do estado é o melhor do Brasil, com 59,4% de suas estradas classificadas na categoria "excelente". A pesquisa também apontou que das 10 melhores rodovias brasileiras, nove são paulistas.

 
Trecho da Rodovia Ayrton Sennaem Mogi das Cruzes, administrada pela Ecopistas.

O sistema rodoviário paulista, entretanto, é bastante criticado pelo alto custo imposto aos seus usuários. O estado de São Paulo concentra mais da metade das praças de pedágio do Brasil e uma nova praça de pedágio é criada a cada 40 dias, aproximadamente. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o custo com pedágios para percorrer o trajeto litorâneo de 4.500 quilômetros da BR-101, ligando o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, é menor do que para percorrer os 313 quilômetros que separam a capital paulista de Ribeirão Preto. Os preços cobrados pelas concessionárias privadas que administram o sistema são alvos frequentes de reclamações dos motoristas.

 
Rodovia dos Imigrantes, administrada pela Ecovias.
 
Rodovia Dom Pedro I, administrada pela Rota das Bandeiras.

A responsabilidade pela construção, manutenção, expansão, gestão e exploração das estradas paulistas dividem-se nas seguintes categorias:

Com a lei n º 9.361, de 5 de julho de 1996, o governo estadual implementou um abrangente programa de concessão pública de infraestruturas rodoviárias para gestão e exploração econômica (Programa Estadual de Desestatização), sendo que uma parte das rodovias sob a tutela do Estado começaram a ser geridas por empresas privadas. A fim de implementar o Programa, a rede viária foi subdividida em 12 seções, com um total de 3.500 km, interligando 198 municípios com uma população de aproximadamente 20 milhões de habitantes (aproximadamente 50% da população do estado).

Abaixo uma lista da empresas privadas que controlam parte das rodovias paulistas:

  • Outros grupos
    • CART
    • Colinas
    • Rota das Bandeiras
    • SPMar
    • Tebe
    • Tietê
    • Triângulo do Sol
    • Até agosto de 2005, estas empresas investiram R$ 6 bilhões nas estradas, gerando uma receita de R$ 2 bilhões para o estado. As concessões também levaram à duplicação de mais de 480 km, e a construção de 110 novas estradas. Todas as rodovias concedidas estão equipadas com telefones fixos de emergência a cada quilômetro, sinalização horizontal e vertical, câmeras de vigilância e equipes de emergência 24 horas. As rodovias paulistas são as mais sofisticados e com os mais elevados padrões de segurança e de prestação de serviços da América Latina.

Todas estradas privadas, incluindo as geridas pelo DERSA, são pedagiadas, com o objetivo de pagar pelos serviços e investimentos feitos pelas empresas nas rodovias. Estradas geridas pelo Estado (DER) normalmente não são pedagiadas. O preço do pedágio, fixado pela Secretaria de Estado dos Transportes, varia de R$ 2,00 a mais de R$ 11,00 para veículos leves.

Outra forma de cobrança do pedágio nas rodovias paulistas é o sistema de cobrança eletrônica Sem Parar. Através de um dispositivo eletrônico instalado no vidro dianteiro do carro a tarifa é cobrada direto da conta corrente ou do cartão de crédito do motorista, agilizando a passagem pela rodovia.