Região terá dispositivos móveis para fiscalizar excesso de carga

Região terá dispositivos móveis para fiscalizar excesso de carga

O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) vai intensificar a fiscalização contra o excesso de carga nos caminhões que transitam pela região de Piracicaba.

O órgão abriu esta semana uma licitação para contratar a instalação de dispositivos móveis para o controle de peso nos veículos e incluiu as rodovias sob sua administração que cortam a cidade em um dos lotes.

De acordo com o edital, esses equipamentos devem permitir a verificação de peso e medida com a emissão do AIT (Auto de Infração de Trânsito).

O lote que inclui as estradas de Piracicaba é o cinco, que abrange as divisões regionais 5 (Araraquara) e 13 (Rio Claro).

Por ser portátil, o equipamento poderá ser utilizado tanto no dia a dia quanto em operações especiais, como as que são realizadas pela PRE (Polícia Rodoviária Estadual) em feriados e finais de semana prolongados.

Principal rodovia da região sob a jurisdição do DER, a SP-304 possui hoje um posto fixo de fiscalização de excesso de peso.

Os balanços divulgados pela PRE nos últimos três feriados, no entanto, não apontam nenhuma autuação por essa irregularidade. Segundo especialistas em trânsito, o excesso de carga, além de prejudicar o pavimento, é uma importante causa de acidentes tanto por tombamentos — quanto o veículo cai na pista — quanto pela lentidão dos caminhões, que faz os motoristas de outros veículos forçarem ultrapassagens em locais inadequados.

A infração é considerada média, prevendo multa por cada duzentos quilogramas ou fração de excesso de peso apurado.

O valor da penalidade varia de acordo com o peso em excesso apurado pela fiscalização. Além da multa, a legislação prevê medida administrativa de remanejamento ou transbordo da carga, toda vez que em algum eixo houver excesso superior a 12,5%.

O transbordo será necessário toda vez que houver excesso superior a 5% no peso bruto.

Assim, nos casos de pequenos excessos somente nos eixos, é possível que haja autuação sem necessidade de remanejamento.

A lei prevê ainda uma margem de tolerância de 5% sobre o PBT (Peso Bruto Total), para diminuir as incertezas que a balança pode gerar.