PRESIDENTE DO PT DEFENDE QUE CUSTO DO AJUSTE SEJA PAGO POR MAIS RICOS

PRESIDENTE DO PT DEFENDE QUE CUSTO DO AJUSTE SEJA PAGO POR MAIS RICOS

23/05/2015

Roney DomingosDo G1 em São Paulo

 
Rui Falcão participa de evento com militantes petistas (Foto: Roney Domingos / G1)Rui Falcão participa de evento com militantes petistas (Foto: Roney Domingos / G1)

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, defendeu nesta sexta-feira (22) em São Paulo o ajuste econômico colocado em prática pelo governo Dilma Rousseff e sugeriu que o custo seja direcionado àqueles que "podem pagar o ônus da crise".

Falcão falou a militantes do PT durante abertura da etapa estadual de São Paulo do 5º Congresso do Partido dos Trabalhadores. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iria participar do evento, mas cancelou cancelando a participação.

"Todos sabem que estamos vivendo uma crise, uma fase de baixo dinamismo da economia.  Trata-se de, enquanto o governo resolve os problemas fiscais do Estado, priorizar a retomada do desenvolvimento. Nós temos que apoiar o empenho da presidente Dilma, mas ao mesmo tempo enfatizar que a política econômica tem de estar voltada no sentido de que o custo da retificação das contas nacionais se dirija mais àqueles que podem pagar o ônus da crise", disse.


“Acho que foi positivo, como deverão ser outras que deverão seguir: aumento do IOF, aumento do imposto de importação. Teve algumas medidas que, para usar a linguagem de vocês, batem no andar de cima. Acho que virão outras como o imposto sobre grandes heranças”, completou.O presidente do PT também defendeu, ao ser questionado sobre a uma medida provisória que aumenta de 15% para 20% a Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras, imposto que incide sobre o lucro dos bancos. A medida foi publicada nesta sexta no Diário Oficial da União.


Rui também sugeriu que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, retome com a CMPF (Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira). O imposto, que vigorou entre 1997 e 2007, era cobrado para ser aplicado na saúde pública.

"Seria uma boa maneira de arrumar mais recursos para a saúde. A CPMF não vai incidir sobre os pequenos, 13 milhões de pessoas vão ter de pagar. Não sei quais impostos e se ele vai propor, mas impostos que peguem quem tem condições de arcar com eles... [a conta] vai fechar.", disse Falcão.