POLÍTICOS COMENTAM AS MANIFESTAÇÕES DE 12 DE ABRIL; SAIBA O QUE DISSERAM

 

Aécio Neves, senador (MG), presidente nacional do PSDB:
"O PSDB se solidariza com os milhares de brasileiros que voltaram às ruas e ocuparam as redes sociais neste domingo para, mais uma vez, legitimamente, manifestar seu repúdio e indignação contra à corrupção sistêmica que envergonha o país e cobrar saídas para o agravamento da crise econômica. Além da crise ética e moral, o governo do PT impõe à sociedade a pior equação: recessão com inflação alta, juros altos e corte de investimentos nas áreas essenciais da educação e saúde (...). Neste domingo de mobilizações pelo país, o PSDB se une aos milhares de brasileiros que amam o Brasil e que, por isso, dizem não ao governo responsável pelo caminho tortuoso que, neste momento, todos trilhamos". 

Michel Temer (PMDB), vice-presidente da República:
O vice-presidente da República, Michel Temer, disse que o fato de as manifestações deste domingo (12) terem reunido menor número de pessoas do que em março não significa que elas têm menor importância. As declarações foram confirmadas pelo G1 com a assessoria de imprensa do vice-presidente. No velório do ex-ministro Paulo Brossard, em Porto Alegre, Temer declarou: "O governo está prestando atenção a estas manifestacoes. Elas revelam, em primeiro lugar, vou dizer o óbvio, uma democracia poderosa. Mas em segundo lugar, que o governo precisa identificar quais são estas reivindicações e atender estas reivindicações. É isso que o governo está fazendo".

José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, em entrevista para o Fantástico: 
"Você tem algumas vozes do além que ficam pedidindo o retorno dos militares, ficam pedindo a saída da presidenta Dilma. A presidente Dilma está calcada em 53,54 milhões de brasileiros que a elegram para governar o Brasil por 4 anos. Querem nos derrotar. Esperem até 2018, através do processo democrático, aliás, construído a duras penas, com muita luta, mobilização, com muita rua. Portanto, é daqui a quatro anos a a próxima disputa. Não agora. Essa ideia de impeachment não se coaduna. Ela não encontra legitimidade nem elementos jurídicos para a sua concretização"

Marina Silva, ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, em mensagem publicada em seu blog no sábado, 11:
"Menos gente nas ruas não significa menor insatisfação; ao contrário, pode até significar um aumento da desesperança, o represamento de uma revolta que pode retornar mais forte depois de algum tempo (...) O governo não está em crise, ele é a crise. Isolado pelos aliados, sabotado por seus próprios integrantes, solapado até pelos que lhe deram origem, o governo dá respostas atabalhoadas aos problemas, a maioria criados por ele mesmo (...) Com ou sem resposta, as pessoas marcham. E sabem que é melhor marchar, umas ao lado das outras, nas ruas da desaprovação. É melhor andarem juntos, os indignados com a institucionalização da corrupção. É melhor unir-se na desconfiança, abandonando falsas tábuas de salvação oferecidas por quem só sabe repetir-se – e a repetição não produz esperança. Marchar é um alento e os ativistas das ruas, autores de seu próprio movimento, como em todos os tempos no mundo inteiro, só tem a si mesmos, mas sabem que trazem a possibilidade de algum futuro". 

Mendonça Filho, líder dos Democratas na Câmara: 
"As mobilizações são um fato social com dinâmica própria. Assim como no 15 de março, milhares de brasileiros foram para rua hoje. Desta vez, em um número maior de cidades, embora em quantidade menor de participantes. O que não muda em nada a força dos protestos, que são uma realidade. O PT querer desqualificar esse movimento é tentar tapar o sol com a peneira.Participei como cidadão e constatei nas ruas a grande insatisfação de todos os segmentos da sociedade com a situação do Governo, sob o comando do PT"

Sibá Machado, deputado (AC), líder do PT na Câmara dos Deputados:

Em entrevista para o site do PT, o deputado afirmou que houve um "arrefecimento" dos protestos. "Pode não ter uma terceira edição (dos atos contra o governo)". E que a reestruturação da Petrobras e mudança na articulação política, com a entrada de Michel Temer podem ter levado menos pessoas às ruas. “A mexida na articulação política do governo com a inclusão de Michel Temer tem sido vista de forma positiva”.

Em entrevista para o Fantástico, o deputado declarou: "[O impeachment] é ilegal e não tem ambiente na política, na conjuntura, na economia. Nenhum tipo de amparo. Acho que tem pessoas se aproveitando das manifestaçãoes e de um setor da sociedade, especialmente, na classe média que tem anseios sobre todas essas coisas e que alguns se aproveitando disso, tem falado nesses temas".