Nossos jovens estão morrendo, estão arriscando mais, se envolvendo com drogas, em acidentes de trânsito em crimes hediondos.

Nossos jovens estão morrendo
09/09/2014
O levantamento sobre o número de jovens que estão morrendo entre 18 a 28 anos é alarmante. Estão se deixando influenciar por ações ilusórias e com mais intensidade e profundidade. Ao percorrer o caminho perigoso de aventuras, de liberdade sem controle e muita energia sem responsabilidade, ficam expostos ao perigo, como uma criança pequenina inocente e indefesa.
O que é real e o que é uma ilusão?
O que pode ceifar uma vida?
Porque arriscar?
O que pensa um jovem a aventurar-se por um caminho que com certeza o levará a destruição. O fato de experimentar uma sensação de devaneio sem a responsabilidade pelo seu próprio futuro o deixa vulnerável.
No trânsito também vemos as marcas da violência, onde está à referência educacional, perderam o contato com a verdade da vida, não tem importância as consequências de seus atos, mesmo que advertidos acreditam que são Super heróis. Se a juventude está morrendo, suas liberdades também, as cadeias e penitenciárias estão abarrotadas de jovens alucinados, despreparados para a vida.
Como a criança que vê a mãe fazendo doce que ele adora e quer come-lo de todo jeito, não sabe que ainda está quente ou não está bom, ou ainda não está pronto, fica agitado, eufórico, chora, esperneia. Assim estão nossos jovens, inconsequentes e arbitrários preferem os desejos perigosos, passageiros e proibidos porque oferecem a ilusão de bem estar, e colocam a vida em perigo.
Quem conhece a história da humanidade, sabe que já foi escrito a centenas de anos atrás “os que obedecerem a seus pais terão vida prolongada na terra”. Ao meditar sobre esse escrito podemos entender “é necessário preservar, cuidar de nossos jovens para que a humanidade não seja extinta.” O que destrói o ser humano não é só as guerras e sim os hábitos que são inseridos no meio social, a individualidade desde seu nascimento, o fazer tudo o que deseja sem questionar “vai ser bom para meu futuro.”
Hoje, nossos jovens desgarrados, imaturos, desconhecem o perigo, desde muito cedo ficam a mercê de meios de comunicação que os induz a pensamentos ilusórios, brincadeiras mortíferas e inocentes colocando em risco a própria vida.
Para eles obedecer aos pais é passado, desconhecem a liberdade e abraçam a libertinagem, sem freios, afrontam a natureza do ser humano, bebem demasiadamente, se drogam, pensando estarem se divertindo, vivendo a vida.
O aumento da violência entre pessoas dessa faixa etária demonstra a omissão da sociedade e do Poder Público em relação aos jovens, especialmente os que moram nos chamados polos de concentração de mortes, no interior de estados mais desenvolvidos; em zonas periféricas, de fronteira e de turismo predatório; em áreas com domínio territorial de quadrilhas, milícias ou de tráfico de drogas.
Hoje, com grande pesar, vemos que os motivos ainda existem e subsistem, apesar de reconhecer os avanços realizados em diversas áreas. Contudo, são avanços ainda insuficientes diante da magnitude do problema.
“O malandro não é otário, não vai atacar um banco bem protegido, no centro da cidade”. Ele vai onde a segurança está atrasada e deficiente, gerando um novo desenho da violência. Não é a migração meramente física, mas de estruturas.
A violência tem causas e consequências múltiplas. No Brasil existem três fatores determinantes a cultura da violência (“solucionar conflitos com a violência” )    grande parte dos homicídios no Brasil são cometidos por motivos banais e por impulso.
Em segundo lugar, fica com  a circulação de armas de fogo. Estima-se que, no país, haja cerca de 15 milhões de armas das quais, a metade, portada de forma ilegal. “Uma pesquisa feita em escolas mostrou que muitos jovens sabem exatamente onde e como comprar uma arma. Juntar uma arma à cultura de violência é uma mistura explosiva, são incompatíveis entre si”.
O terceiro ponto é a impunidade que reforça a cultura da violência e os enormes números de homicídios.
O Estado fornece um nível de serviço para toda a população. Às vezes, esse patamar é tão mínimo que não se oferece praticamente nada. Aí a lógica que prevalece é a de que quem pode, paga a diferença.
Segurança pública também é política, o que reforça que haja mais atuação em bairros abastados e turísticos, por exemplo, do que em favelas. Assim, os abastados têm as duas - seguranças pública e privada , e as favelas, nenhuma.
A violência na sociedade brasileira, especialmente entre os jovens, é o resultado de um modelo político, econômico e social. Esses jovens entre 15 e 24 anos são os mais prejudicados são as vítimas da violência estrutural da nossa sociedade.