Necessitamos um sindicalismo revolucionário.

Passou o caos, a cidade de São Paulo começa a trabalhar normalmente.

Foram cinco dias de manobras políticas, onde Federações e Confederações se amoitaram, não participaram de nada. Não se importaram com o transtorno que a população enfrentaria, não fizeram valer a parcela que é descontada do salario de todo trabalhador anualmente, não divulgaram pela mídia o trajeto dos ônibus que estariam à disposição da população, onde estariam, para onde iriam.

Pelo contrario foi colocado ônibus fazendo o mesmo trajeto do ônibus normal, travando o centro de São Paulo.

As informações que chagavam á população eram pelos repórteres e televisão.

Os trabalhadores estão na mão dos chantagistas sindicalistas das Confederações e Federações que não servem para nada, a não ser pegar uma parcela do salario do trabalhador. Tudo é agendado e programado por eles, sabem com antecedência quanto vai ser o aumento do trabalhador,  manobram as massas, quando o “o bicho pega” ficam escondidos atrás mentiras veiculadas pela mídia.

Não existe greve sem paralisação.

Sindicalismo revolucionário tem como forma de organização a transformação social, acredito que os sindicatos podem ser utilizados como instrumentos para mudar a sociedade, por uma nova sociedade democraticamente autogerida pelos trabalhadores.

Precisamos de um sindicalismo revolucionário como um método para os trabalhadores na sociedade capitalista ganharem o controle de uma economia e com esse controle, a influência da sociedade de forma mais ampla. Necessitamos de Sindicalistas com teorias econômicas e estratégicas para facilitar o desenvolvimento do trabalhador, e também um sistema econômico cooperativo alternativo com valores democráticos com uma produção centrada na satisfação das necessidades humanas. Compreendendo o planejamento e a organização atendendo os princípios básicos que são primordiais, o direito de ir e vir e a solidariedade.

Não existe Estado que age no interesse dos trabalhadores, ao capacitar os trabalhadores acabam inevitavelmente contribuindo e fortalecendo a elite dominante. Continuando o circulo que outrora fora criado onde o magistrado trabalhava para garantir que os pobres não roubassem os ricos e ainda uma parte do que era colhido de sua gleba era entregue para o REI ou Estado (  imposto).

            

Continua a maioria da população se curvando ao Rei (Estado) sem observar que seu dinheiro depositado na confiança do Estado não está retornado em forma de benfeitorias.

      

 

Foram muitos dias anunciando a paralisação, e os grandes nomes de Centrais sindicais ou Federações que a todos os momentos ouvimos como propaganda politica nas mídias não se organizaram para diminuir o sofrimento dos trabalhadores.

Não se manifestaram, sumiram.

A culpa é nossa, antes de criticar nossos companheiros grevistas que exigiam melhorias, devemos olhar com um olhar crítico e exigir que quando surgir alguém declarando paralisação; tenha uma Comissão da organização sindical estadual para amenizar os conflitos que são evidentes para que a população não se prejudique. Isso chama estratégia. E as Federações e Confederações nos devem explicações, afinal o trabalhador obrigatoriamente paga a essas verdadeiras valas de corrupção que não possuem:

·         Estratégia

·         Liderança

·         Comprometimento

·         Articulação

·         Solidariedade

·         Responsabilidade

·         Competência.

Trabalhador conheça seus direitos

Você não pode pensar que o transporte público é uma mercadoria.

Não é possível continuar com um transporte sucateado e funcionários insatisfeitos.

Você tem o direito  de ir e vir.

São Paulo, 10 de junho de 2014

Marisa Stravino da Fonseca