Metroviários iniciam campanha salarial criticando postura da empresa


Depois de uma campanha salarial conturbada no ano passado, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo já iniciou negociações com a Companhia do Metropolitano, criticando o que considera "intransigência" do Metrô, que negou as primeiras reivindicações, como repasses da empresa para o Metrus, o plano de saúde dos funcionários. A entidade diz ainda que a companhia está restringindo o número de pessoas nas reuniões. A próxima assembleia está marcada quinta-feira que vem (14), a partir das 18h30, na sede do sindicato, no Tatuapé, zona leste da capital.

Nos itens econômicos, os metroviários reivindicam 8,24% de reajuste, índice que ainda será atualizado com a inflação de abril, e aumento real (acima da inflação) de 9,49%. A data-base é 1º de maio. Eles querem ainda aumento de 10,08% no vale-refeição (hoje em R$ 669,16/mês, conforme decisão da Justiça do Trabalho em 2014) e fixação do vale-alimentação em R$ 422,84, ante os atuais R$ 290, o que corresponde a elevação de 45,8%.

O Sindicato dos Metroviários segue em campanha pela reintegração de 42 trabalhadores demitidos na greve do ano passado. De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, a companhia recorreu de decisão de primeira instância (34ª Vara) que havia considerado "inválidas" 37 dispensas por justa causa. "Como era de se esperar, a empresa tenta, pela via jurídica, atrasar ao máximo o possível o retorno dos demitidos – que só não foram readmitidos ainda por causa de um mandado de segurança obtido pelo Metrô", diz o sindicato.

No próximo dia 21, às 19h, será realizada audiência pública na Assembleia Legislativa sobre as demissões ocorridas em 2014 e também em 2007. O evento foi convocado pelos deputados Leci Brandão (PCdoB) e Raul Marcelo (PSOL).



Fonte: RBA - 08/05/2015