Merendeiras param por duas horas em protesto em Sorocaba

O Sindicato dos Trabalhadores em Refeições de Sorocaba e Região, Sindirefeições, convocou as merendeiras das escolas municipais de Sorocaba - funcionárias da empresa ERJ Administração de Restaurantes -, para uma paralisação de duas horas hoje, a partir das 8h. A orientação é para que os trabalhadores se reunam em frente a sede do sindicato, na rua Capitão José Dias, 87, Centro, próximo ao Fórum. 

A convocação, que foi publicada no sábado na página da entidade no Facebook, atenta que a paralisação - dentro do previsto na legislação - tem a intenção de pressionar a empresa em relação aos problema de atrasos no pagamento das profissionais. "Caso isso não aconteça, faremos uma assembleia para decidirmos, ou não, pela greve", reforçam em nota. De acordo com a secretária-geral do Sindirefeições, Alessandra Baldino Bercio, se a empresa não depositar os salários em atraso - e que já deveriam ter sido pagos na última sexta-feira -, eles continuarão as paralisações de 2h até quarta-feira e, na quinta-feira, entram em greve. "Mas, conforme conversa com a empresa, há possibilidade de realizarem o pagamento hoje mesmo, o que cancelaria a paralisação", conta.

"No mês passado a empresa atrasou o adiantamento, o vale e cesta-básica. Agora, atrasou o pagamento do mês. Como a empresa deu indício que passa por algum problema, vamos pressioná-los para que esses atrasos não virem rotina", contou Alessandra, lembrando que, em setembro do ano passado, já passaram por problema semelhante com a empresa e, depois de se mobilizarem, os salários voltaram a ser regularizados. "A presença de todas as trabalhadoras é fundamental para o sucesso da nossa ação." Para Alessandra, se as funcionárias acatarem a paralisação, o período matutino das escolas ficarão sem merenda hoje.

A reportagem não conseguiu contatar a empresa, mas a Prefeitura, através de nota, esclareceu que a Secretaria da Educação (Sedu), desconhece a pauta de reivindicação do sindicato, bem como atraso no pagamento de funcionários por parte da empresa terceirizada. A Sedu também afirmou que não haverá paralisação das merendeiras e que estas deverão, primeiramente, se reunir em assembleia para, após, adotar o resultado de consenso. "Caso seja definida a greve, a mesma deve ter antecedência de início, com a respectiva comunicação a Prefeitura."



Fonte: Maíra Fernandes/Cruzeiro do Sul - 09/03/2015