Manifestantes ocupam praças de pedágio e abrem cancelas, no PR

Manifestantes ocupam praças de pedágio e abrem cancelas, no PR
Manifestantes ocuparam pedágio e abriram cancelas. Foto: Divulgação/PRF de Laranjeiras do Sul

Manifestantes ocuparam praças de pedágio na manhã desta quinta-feira (12) na região central do Paraná. Eles abriram as cancelas, permitindo que os motoristas passassem pelo local sem pagar pedágio. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), membros do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) participaram das manifestações.

Ainda de acordo com a PRF, até as 11h, os manifestantes seguiam fazendo panfletagem nas praças de pedágio do Relógio, na Serra da Esperança, em Guarapuava e na de Laranjeiras do Sul. Até o mesmo horário, as cancelas permaneciam abertas. Conforme o sindicato, as manifestações devem terminar até 11h30.

Região oeste

Na praça de pedágio de Céu Azul, na região oeste do Paraná, manifestantes apenas distribuíram panfletos. As cancelas não foram abertas, conforme informações da PRF.

O tráfego seguiu normalmente nas três regiões durante as manifestações. As situações tiveram o acomapanhamento da polícia o tempo todo.

Greve

Mais de 950 mil estudantes de 2.100 escolas estão sem aula desde segunda-feira (9) em todo o Paraná por causa da greve de professores e funcionários da rede estadual de ensino. Os trabalhadores são contra um pacote de medidas do governo do Estado que afeta as carreiras dos educadores. Entre as exigências estão o pagamento de benefícios atrasados e a reabertura dos turnos fechados no fim de 2014.

A paralisação tem a adesão de 100% da categoria –  o equivalente a cerca de 100 mil profissionais, segundo o sindicato. O pacote de medidas do Governo do Paraná foi apresentado aos deputados estaduais em regime de urgência no dia 4 de fevereiro e visa, de acordo com o Executivo, equilibrar as finanças do estado.

Desde terça (10), data em que o pacote de medidas seria votado pelos deputados, a categoria se mobilizou em diversos protestos na capital. Parte deles invadiu o Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e, desde estão, está acampada no local. Os manifestantes também contam com o apoio de servidores de outras áreas. "Nós vamos ocupar a Assembleia até que o projeto seja retirado", afirmou o presidente do APP Sindicato, Hermes Leão.

A sessão de terça foi convocada pelo líder do governo na Alep Luiz Claudio Romanelli (PMDB) após a polêmica greve. Ele apresentou à presidência da Casa o requerimento para transformar o Plenário em comissão geral. O mecanismo está previsto no regime interno da Casa e permite que os deputados votem um projeto de lei, em um único dia, sem que a proposta passe por comissões específicas.

Na quarta, em uma nova tentativa de votação no restaurante da Alep – foram 34 favoráveis e 19 contrários. Nesta quinta (12), o novo requerimento para a formação da Comissão Geral será votado pelos deputados estaduais.

Reintegração de posse

A Alep informou que a Procuradoria-Geral do Estado conseguiu um mandado de reintegração de posse para que os manifestantes desocupassem imediatamente o prédio na quarta-feira.  Entretanto, até a manhã desta quinta, eles continuavam ocupando o Plenário. "Apesar da decisão judicial, não haverá invasão do Plenário”, reiterou Traiano.

Mandado de segurança

Os deputados estaduais da oposição entraram na Justiça com um mandado de segurança pedindo a suspensão da tramitação dos dois projetos de lei do governo do estado em regime Comissão Geral. O documento, protocolado na quarta, é assinado por 14 deputados. Os parlamentares argumentam que a votação dos projetos em Comissão Geral é ilegal, já que o debate é uma prerrogativa parlamentar garantida pela Constituição.

Pacotaço

Uma reunião entre o governo e 37 deputados estaduais foi realizada na noite de segunda-feira (9). Três itens do pacote de medidas, que propõe mudanças nos benefícios do funcionalismo público, foram alterados.

Os benefícios serão mantidos e o plano de carreira dos servidores da educação não sofrerá mudanças. Também no acordo, o governo decidiu não suspender o quinquênio e anuênio, que assegura reajustes automáticos a todo o funcionalismo.O auxílio transporte para servidores do magistério que estejam afastados do trabalho e o direito a licenças, cuja concessão caberá exclusivamente ao secretário estadual da Educação ou diretor-geral da pasta, também será mantido, assim como o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para promoção e progressões.

O “pacotaço” faz parte da segunda etapa de um ajuste fiscal que começou em 2014, com o aumento da alíquota de impostos.



Fonte: G1 - 12/02/2015