Levantamento do governo estadual paulista mostra que 70% dos seus formandos do ensino médio pretendem ingressar no ensino superior e trabalhar ao mesmo tempo.

18/11/2013 - 09h51

Aluno de rede pública quer conciliar universidade com trabalho

 

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Já 10% querem apenas estudar após a conclusão da etapa básica e 6% dizem pretender parar com os estudos.

Os dados constam em levantamento inédito da Secretaria Estadual da Educação de SP, que analisou respostas de 270 mil alunos do 3º ano do ensino médio no Saresp 2012 (prova do governo).

"Muito se fala que os alunos querem parar de estudar para trabalhar após se formarem. O levantamento mostra que isso não é verdade, pois 80% querem seguir estudando", diz a coordenadora de monitoramento e avaliação da secretaria, Ione Ribeiro.

A pesquisa, porém, mostra apenas o desejo dos estudantes. Não há um mapeamento do que eles efetivamente fizeram após a formatura.

Segundo a Folha mostrou na edição de domingo, a área de engenharia é a que os alunos mais desejam, com 22% das respostas.

Entretanto, jovens que pretendem trabalhar e estudar terão dificuldades em seguir em áreas como engenharia e medicina, que em muitos casos exigem dedicação integral.

OUTROS DADOS

Dos alunos que trabalham durante o ensino médio, 34% afirmam que buscam apenas independência; 14% para adquirirem experiência e somente 13% para ajudarem os pais.

Segundo a pasta, a amostra analisada de 200 mil alunos é significativa para representar os cerca de 500 mil estudantes da última série do ensino médio. A rede pública responde por 85% das matrículas do Estado.

Para a pesquisadora da USP Marilia Pontes Sposito, é preciso detalhar mais os dados, como separar os resultados dos alunos do interior dos da capital e do matutino do noturno. Só assim é possível entender melhor o perfil dos estudantes. "Os perfis são diferentes", afirma.