Infraestrutura e Logística - DER

13/06/2014

Mesmo com as fortes chuvas continuam os serviços na Graciosa.

 

Construção de viaduto no quilômetro 10,6 da Estrada da Graciosa onde os deslizamentos de terra por causa das chuvas de março levou parte da pista. Morretes, 13/06/2014. Foto - Antonio Costa/ANPr

Devido às fortes chuvas das últimas semanas, as equipes contratadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) tiverem de reduzir os trabalhos na Estrada da Graciosa. Por causa da umidade do solo, as máquinas não conseguem ter acesso ao local onde a ponte está sendo construída. O DER-PR estima que a ponte que permitirá o tráfego de veículos em meia pista seja liberada até o fim de junho.

As equipes já finalizaram todos os pilares, vigas e lajotas da obra. Atualmente, os serviços estão sendo feitos na estrutura de base da ponte. “Por causa do risco de escorregamento, devido às chuvas, estamos esperando o local secar para que o aterro seja iniciado. A partir disso conseguiremos lançar as vigas de sustentação da ponte”, explica o superintendente da regional Leste do DER-PR, Gilberto Loyola.

“Para acelerar todo o processo e liberar a meia pista o mais rápido possível, levamos toda a terra que será usada no aterro para secar em um local mais alto, no começo da serra”, afirma Loyola.

Após a conclusão do aterro, as vigas serão lançadas em cima dos pilares para que a estrutura possa ser concretada, permitindo a passagem dos veículos em meia pista. Concluída toda a concretagem, nos dois sentidos, a ponte será coberta com paralelepípedos, mantendo assim as características originais da Estrada da Graciosa.

Ao todo foram construídos 16 pilares, 36 vigas, de 10 metros cada, e lajotas para sustentar a nova travessia. Para acelerar o processo, as equipes trabalham no próprio local onde houve o desabamento da rodovia.

RESTAURAÇÃO – A previsão é que a restauração total da estrada seja concluída até setembro. A estimativa de investimentos é de R$ 5 milhões em projetos e obras. Além da ação emergencial, as equipes estudam a colocação de muros nas encostas do quilômetro 12, onde ocorreu desabamento da barreira, e obras complementares. Os muros vão evitar que as pedras do morro desabem novamente e sustentar o sistema de drenagem.