Greve dos servidores de Maceió para 50% dos serviços, diz sindicato

Servidores de Maceió continuam em greve nesta segunda-feira. Foto: Divulgação
 
 
 

 

 

Os servidores públicos municipais de Maceió continuam em greve e os serviços estão sendo executados de forma precária nesta segunda-feira (10). A expectativa é que somente 50% dos trabalhos estejam sendo ofertados à população em diversas áreas. Apenas os professores da rede municipal não aderiram à paralisação.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Prefeitura de Maceió (Sindspref), Sidney Lopes, a última proposta apresentada pelo município na semana passada não foi aprovada pelas categorias e, por isso, a greve continua por tempo indeterminado.

“O município apresentou uma proposta para pagamento das progressões salariais de 2012 e 2013 ainda nesse mês e o restante em dezembro, mas nós não aceitamos porque sabemos que eles não iam cumprir com o prometido. Eles alegam que não têm dinheiro para atender à nossa reivindicação”, destaca o representante das categorias.

Os servidores em greve já haviam feito um acordo judicial com o município, após paralisação deflagrada em agosto. Pelo acordo, as progressões de 2012 e 2013 e parte da de 2014 deveriam ter sido pagas no último mês de outubro, mas não foi cumprido pela prefeitura.

Sem previsão de novas negociações, as categorias prometem se reunir essa semana para traçar novas estratégias da paralisação. A ideia é ir às ruas e chamar a atenção da população para o descaso com os trabalhadores.

Nesta terça-feira (11), às 14h, eles pretendem se concentrar em frente à Câmara Municipal de Maceió para mobilizar os parlamentares. Na quinta-feira (13), a partir das 9h, as categorias prometem ir às ruas em um grande ato a ser realizado no Centro da capital alagoana.

De acordo com a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom), a prefeitura está estudando uma nova proposta a ser apresentada aos servidores, mas ainda não havia nada de concreto nesta manhã.

O funcionalismo público municipal paralisou as atividades no último dia 6 de novembro, para reivindicar o pagamento das progressões salariais.



Fonte: Gazetaweb - 11/11/2014