Gravidade da mobilidade urbana nas grandes cidades

Não há tema mais discutido que a gravidade da mobilidade urbana nas grandes cidades, os congestionamentos, a deficiência dos transportes públicos, a falta de planejamento da cidade, a precariedade na organização e fiscalização, e as políticas publica que incentivam o transporte individual. 

Muitas propostas surgem e não são considerados pelo poder público, todos os dias são mais de 35 milhões de pessoas se deslocando de casa para o trabalho e do trabalho para casa é um desfio constante, e a frota de veículos não se altera, mudam o trajeto dos ônibus, modificam o planejamento do usuário, a lotação excede ao permitido, o motorista fica sem visibilidade, os ônibus não são higienizados, não são fiscalizados e os terminais apresentam falta de limpeza e manutenção.  

Aproximadamente 3 milhões de pessoas se deslocam entre municípios, a cidade cresceu muito e sem planejamento tornou se difícil a mobilização dos usuários, muitos preferem o conforto de seu veículo que enfrentar a superlotação e o desconforto dos transportes públicos.

O rodízio na cidade de são Paulo não melhorou os congestionamentos e a locomoção dos usuários. Lembrando que as taxas de acidentes com veículos no Brasil de 22,5 são mais altas que na Índia18,9, e o dobro que no Estados Unidos11,4, as perdas em São Paulo chegam a 40 bilhões por ano e é o segundo maior emissor de poluentes(7% a 9%), e 68% dessas emissões se devem ao transporte individual, 32% ao coletivo, Só 3,8% dos 5.564 municípios têm planejamento para mobilidade urbana, porque a legislação exige.

Nas aglomerações urbanas o transporte público é o elemento de muita importância na infraestrutura, pois, se fragmentadas e precárias entrava o desenvolvimento das forças produtivas.

O transporte faz parte da infraestrutura e não pode ser transformado em mercadoria. Mercadoria tem preço, e a tarifa não é para cobrir custos já assumidos pelo Estado. Só com o transporte público o trabalhador pode chegar ao seu trabalho.

Esse é um desafio que a sociedade e o governo conjuntamente devem analisar, para estabelecer parâmetro para o futuro.  A universalização depende da programação, conscientização, organização e provisão. Essa discussão é absolutamente necessária, a população deve ter conhecimento dos seus direitos e exigir um transporte digno.