Forças sociais e a ideologia.

Forças sociais e a ideologia.

A dispersão da propaganda ideológica exige um modelo que assegure a compreensão das relações entre os homens, seus interesses; as ideias que produzem e a forma como as difundem.

 

Para compreender as condições em que se encontram as forças sociais, devemos distinguir as posições específicas por elas ocupadas e avaliar suas mudanças.

 

Homens determinados a querer mudanças cometem o equívoco que conduz à concepção da propaganda ideológica como uma simples coleção de fatos sem vida, destituídos de qualquer sentido.

 

Podemos observar isso pelas propagandas políticas, que ocupam o tempo da comunicação e se tornam inconvenientes, fazendo uma propaganda que sabemos não ser verdade, ás vezes vomitam frases e textos já repassados por outros partidos, sem nenhuma objetividade referente à realidade social do país.

 

E assim, em uma sociedade capitalista, os operários tem um espaço em que, minimamente remunerados por sua força de trabalho são limitados para participar do processo de decisão política, bem como igualmente limitados nas possibilidades de perceber os frutos da produção cultural e assim por diante.

 

A consciência dos interesses tem o objetivo de conter uma versão da realidade, permitindo orientar e dar sentido à ação de mudança da situação existente.

As ideias se devem configurar como representações, valores e normas.

·         As representações são reproduções mentais da realidade concreta, concepções sobre o que e como as coisas “são”.

·         Valores são interesses idealmente realizados, concepções sobre como as coisas “devem ser”.

·         Normas são formulações de condutas adequadas à realização concreta dos valores, concepções sobre “o que fazer” para transformar as coisas do que “são” naquilo que “devem ser”.

 

É um processo perene de reformulações sucessivas. A ideologia, assim, configura-se como um processo cujo movimento se dá na medida em que, estando vinculada a uma base existencial, tende a induzir e refletir suas transformações.

 

Em qualquer ponto de vista que pressuponha um sistema conceitual estático, pairando sobre a existência material, deve ser abandonada. Isso causa a inércia, não deixando evoluir o movimento do pensamento positivo para o bem estar geral.

 

 A ideologia é como um complexo de ideias, desenvolvido por um grupo, induzido por sua posição social, que orienta sua atividade em direção à manutenção ou mudança de uma situação existente.

 

Em cada época ela se divide em várias correntes; acontecendo que uma delas alcance dominância rejeitando as outras.

 

 Para pessoas que desejam a dominância a seu favor e com capacidade de liderança; difundem sua metodologia referente a seus objetivos, Mas, mascarando suas intenções cujos interesses são distintos de forma que permaneçam ocultos ou deformados em certos aspectos, assim o trabalhador não tem como discordar ou fazer sua escolha, pois ambas se direcionam para o mesmo fim.

 

 Através da elaboração é possível tornar imperceptível a relação da ideologia com os interesses daquele grupo, bem como criar a aparência de que, nas ideias, encontram-se incorporados os interesses dos demais.

 

Em primeiro lugar, a ideologia é difundida de forma indireta, estabelecendo a orientação e os limites de funcionamento das instituições que denomina “aparelhos ideológicos do Estado” e que compreendem os sistemas religioso, escolar, familiar, jurídico, político, sindical, de informação, cultural etc.

 

 Por outro lado, a ideologia é difundida diretamente, pela transmissão sistemática de seus componentes, através dos meios de comunicação, aos agentes que vivem em uma formação social.

 

 A este segundo processo denominaremos propaganda ideológica, ou simplesmente propaganda.

 

 

As plataformas e programas, as doutrinas de segurança, os princípios didático-pedagógicos, geralmente constituem uma prévia ou simultânea forma de propaganda destinada a legitimar e assegurar o funcionamento dos aparelhos jurídico, partidário, militar, policial e escolar, respectivamente.

 

Àqueles que, para a realização de seus interesses, necessitem impor suas concepções a determinados agentes, não lhes é suficiente apenas elaborar e difundir sua ideologia. A possibilidade de que os receptores venham, por outros meios, a adquirir consciência de seus próprios interesses e objetivos, não está excluída. Resulta a necessidade de estabelecer um eficiente sistema de controle que possibilite anular quaisquer outras formas de consciência, neutralizando a difusão de ideologias já existentes e impedindo a formação de novas.

 

“As propagandas da televisão direcionam você a acreditar e copiar a ideia lançada.”

 

As ideias simplificadas, compactadas e combinadas atraem a atenção, são aparentemente compreendidas e suscitam emoções.

 

São reduzidas a afirmações simples, “slogans”, “palavras de ordem”, ou apresentadas através de associações metafóricas (Metáfora é a comparação de palavras em que um termo substitui outro, exemplo, dizer que um amigo "está forte como um touro". Obviamente que ele não se parece fisicamente com o animal, mas está tão forte que faz lembrar um touro, comparando a força entre o animal e o indivíduo.), hiperbólicas (exagerado), metonímicas(significado parecido ou igual.) etc.

 

É assim que se incorporam noções arraigadas a respeito, por exemplo, do caráter nacional, do valor da democracia, do paternalismo das autoridades; bem como de certos componentes de relatos míticos, crenças religiosas ou de outras experiências.

"Podemos dizer que a ideologia não é uma ideia autônoma, que fica dispersa sobre uma sociedade; mas, uma convicção do próprio individuo dependendo do ambiente social a qual convive.

Lamentavelmente, hoje vemos diariamente nos noticiários os escândalos providos dos mesmos partidos políticos que um dia lutaram por um ideal totalmente contrário ao posicionamento atual. É como se não houvesse mais "direita" ou "esquerda", mas sim um mero jogo de poder e interesses.

 

Um exemplo; o esquema armado principalmente pelos integrantes da posição governamental do momento. Como muitos sabem o PT já foi um partido que usava de argumentos totalmente de esquerda, com finalidade de promover melhorias principalmente nas massas mais fracas tais como o proletariado e os pobres.

 

É o mesmo que hoje está protagonizando o maior esquema de corrupção já visto na política brasileira. O que nos deixa evidente cada vez mais que hoje pouco importa a ideologia do partido, se é que ainda tenha, mas sim os interesses pessoais das pessoas que estão nessa posição de poder.

 

De forma que nós trabalhadores precisamos aprender com a vida e ensinar nossos futuros herdeiros, olhar para o passado, observar o caminhar da história, fazer escolhas inteligentes, participar e cobrar dos nossos administradores soluções sobre tudo que nos envolve.