Este ato ocorreu em 150 países e foi convocado pela Confederação Internacional Sindical (CSI).

            

As centrais sindicais CUT, UGT e Força Sindical realizaram um ato pelo trabalho decente, em frente a Superintendência Regional do Trabalho no centro de São Paulo.

Ontem, 7 de outubro, as centrais sindicais CUT, UGT e Força Sindical realizaram um ato pelo trabalho decente, em frente a Superintendência Regional do Trabalho no centro de São Paulo.

Este ato ocorreu em 150 países e foi convocado pela Confederação Internacional Sindical (CSI). O tema central deste ano foi “Justiça para os trabalhadores e trabalhadoras, Justiça Climática” e remonta uma luta por um modelo de desenvolvimento sustentável.

Um dos representantes da Força Sindical, o secretário geral, João Carlos Gonçalves (Juruna) falou da importância da unidade de ação das centrais filiadas a CSI. “Neste momento mostramos ao governo e ao setor empresarial a nossa força e unidade na luta por trabalho decente”, disse o sindicalista.

João Felício, presidente da CSI, esteve presente no ato em São Paulo destacou a importância dessa mobilização, não somente no Brasil, mas no mundo inteiro. “Este dia é de uma importância muito grande, com as centrais sindicais do mundo todas reunidas para fazer essa mobilização ao mesmo tempo. Falta à classe trabalhadora mundial começar a carimbar os dias do ano na luta pelos seus direitos, pela sua agenda. É essa a CSI que a gente quer. Não queremos uma CSI de gabinete, de escrivaninha, uma CSI que apenas orienta, mas uma CSI que vá para a rua, que mobilize, que enfrente o capital, que enfrente o patrão, que enfrente os governos na defesa do trabalhador”, comemora Felício.

Esse tipo de ação mostra o quanto os trabalhadores estão imbuídos de conquistarem melhorias significativas para todos.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, discorreu sobre a enorme quantidade de trabalhadores que estão na informalidade que exercem trabalhos precários. “Quando pensamos em informalidade no trabalho, pensamos logo nos comerciários, lembramos dos terceirizados, que ainda exercem trabalhos precários, mas esquecemos que muitos trabalhadores qualificados também estão fora do trabalho decente. Precisamos incluir as pessoas que estão à margem da cidadania”, ressalta.

Vagner Freitas, presidente da CUT, lembrou dos candidatos eleitos para o Congresso Nacional, a maioria deles conservadores e representantes do patronato. “Não haverá justiça social e desenvolvimento sustentável com candidaturas que defendem o interesse do patrão, defendem a terceirização, a diminuição do salário mínimo, o desmonte da CLT e os interesses imperialistas. Devemos ter consciência de classe para não cometermos os mesmos equívocos da eleição para o Congresso Nacional”, endossa.

No ato, as centrais entregaram para o atual superintendente regional do trabalho, Luiz Antônio de Medeiros, o documento oficial com as reivindicações da classe trabalhadora e dá importância do Ministério do Trabalho no apoio ao trabalhador brasileiro.

Medeiros falou sobre as portas do Ministério do Trabalho estarem abertas aos trabalhadores e sobre o combate ao trabalho precário. “O Ministério do Trabalho está sempre aberto, para receber todos os sindicatos e nossa prioridade tem sido o combate ao trabalho precário”, frisa, lembrando que o trabalho escravo não está apenas nas ilegalidades das indústrias de confecções que abusam dos imigrantes, mas também em grandes empresas, na classe dos músicos, em departamentos de órgãos públicos, entre outros.


Fonte: Manoel Paulo/Mundo Sindical - 08/10/2014