Entroncamento da BR-153 e Washington Luís tem o maior gargalo da região

Entroncamento da BR-153 e Washington Luís tem o maior gargalo da região

Projeto elaborado a pedido da concessionária que administra a rodovia Washington Luís prevê como prioridade solução para “nó” no cruzamento com a BR-153

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A cena se repete todo dia útil, sempre no início da manhã e no fim da tarde. Filas enormes de carros, motos e caminhões e uma confusão enorme se formam nas alças de acesso dificultando o caminho de quem tenta acessar a BR-153 pela Washington Luís (SP-310) e vice-versa.

 Uma tentativa de solucionar o problema já foi encaminhada ao governo do estado pela concessionária Triângulo do Sol que administra a rodovia, mas o projeto está parado na Artesp  (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) a espera de uma assinatura do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O estudo, elaborado pela empresa Master Consultoria e Projetos, prevê alças de acesso extras além de uma nova marginal no trecho urbano. “É um projeto básico amplo, com diferentes fases a serem executadas de acordo com a prioridade e esse entroncamento (BR/Washington) é a primeira de todas”, explica o engenheiro da empresa Pedro Donizetti Zacarin. O assunto foi tema de audiência pública convocada pelo vereador Jean Dornelas (PRB) e realizada na Câmara de Rio Preto na tarde de quinta-feira, dia 6. “Diante da informação de que já existe um projeto básico pronto, cabe a nós buscarmos os deputados (estaduais) e todos os caminhos políticos para viabilizar a obra”, disse o vereador.

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O projeto

Elaborado por engenheiros de tráfego com base em dados recolhidos pela Polícia Rodoviária Estadual, o projeto apontou que serão necessárias diferentes intervenções no trecho da Washington Luís que vai do trevo de Cedral à saída para a rodovia Euclides da Cunha (SP-320), em Mirassol. O estudo mostrou que o VDM (Volume Dário Médio) no trecho urbano de Rio Preto (da BR-153 à saída do km 444 para a Zona Norte) é de 70 mil veículos por dia, enquanto que esse número cai para 35 mil entre a saída do km 444 e o trevo de Mirassol e para 8 mil entre a BR e o trevo de Cedral. “Está claro que 75% do fluxo na rodovia é local e é aí que está o grande gargalo”, afirmou Zacarin.

O projeto entregue à Triângulo do Sol prevê a construção de marginais independentes, nos dois sentidos de fluxo, com duas faixas de rodagem no espaço entre a rodovia e a marginal já existente. Essas marginais seriam construídas apenas no trecho que vai da BR-153 à saída para a Zona Norte. De lá até Mirassol, seriam construídas terceiras faixas em ambos os sentidos da via. Já no entroncamento das duas rodovias que cortam a cidade alças de acessos independentes seriam construídas .

“O que eu peço é que os políticos se unam para resolver a questão sem briga de egos, sem vaidades. Se todo mundo ficar querendo assumir a paternidade da obra, a intervenção não sai do papel. A solução técnica existe, agora é necessário o emprenho político sem guerra de interesses. É preciso ouvir os técnicos e viabilizar os recursos”, disse o secretário de Obras de Rio Preto, Sérgio Issas.

Levantamento preliminar feito pela empresa que elaborou o projeto prevê investimento entre R$ 400 e R$ 500 milhões para executar toda a obra. “O que deve ser feito é a divisão em um cronograma de fases. A primeira delas precisa ser no entroncamento das duas rodovias”, disse Zacarin. Segundo ele, após aprovada a licitação para o projeto executivo da obra, deve levar, no mínimo, um ano até o início das intervenções.

Resultado

Dornelas afirmou à Gazeta que os próximos passos do Legislativo serão uma diligência à sede da Artesp, em São Paulo, para conhecer o projeto para a Washington; uma reunião com representantes do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), para a discussão do projeto de duplicação da BR-153  (Lei mais abaixo); e o envio de requerimentos à Prefeitura para que haja estudos no sentido de facilitar o fluxo nas marginais já existente. “É preciso fazer o recapeamento e diminuir o número de redutores de velocidade (lombadas) para que os motoristas possam optar pela marginal e desafogar as rodovias”, explicou Dornelas.

O encontro ocorrido no Legislativo contou com a presença de representantes das polícias rodoviárias Estadual e Federal, das secretarias municipais de Obras e Trânsito e do DER (Departamento de Estradas de Rodagem). Convidada, a Artesp justificou a ausência de representantes. Apenas as concessionárias Triunfo/Transbrasiliana (da BR-153) e Triângulo do Sol (Washington Luís) não compareceram nem justificaram ausência.

Duplicação da BR-153 deve ajudar no escoamento

Já licitado e em fase inicial, o projeto de duplicação de todo o trecho urbano da BR-153 pode ajudar a desafogar o trânsito nas rodovias Washington Luís e BR-153. Isso porque o projeto executivo prevê a construção de trevos em desnível (viadutos), o que pode facilitar o trânsito entre os dois lados da cidade, fazendo com que parte dos motoristas escolha trajetos por dentro da cidade.

Um exemplo é o viaduto sobre a BR que liga a avenida Sabino Cardoso Filho (atrás da sede do Sesi e paralela a linha férrea) à avenida Nadima Damha, passando pela ponte sobre o lago três da represa. O caminho facilitará o acesso entre o centro e os condomínios de luxo da região dos Damhas, assim como o distrito de Engenheiro Schmitt e os bairros Vila Toinho, Caic e adjacências.

Outro caso é o cruzamento em desnível que ligará a região do São Deocleciano ao Jardim Nazareth, substituindo o trevo existente ao lado do posto da Polícia Rodoviária Federal. O governo federal já liberou R$ 87 milhões para a duplicação, recursos que dever ser investidos neste ano, mas ainda serão necessários outros R$ 100 milhões para a conclusão das intervenções. Em visita a Rio Preto, no final de março, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), disse estar “esperançoso e confiante” de que virá a cidade novamente, em dezembro de 2018, para inaugurar a obra. 

Por Ademir Terradas em 06/04/2017