EMPREGO NA INDÚSTRIA CAI PELO TERCEIRO MÊS SEGUIDO, DIZ IBGE

19/05/2015

Do G1, em São Paulo

 

O emprego na indústria caiu 0,6% em março, frente ao mês anterior, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (19). É o terceiro resultado negativo seguido.

Emprego na indústria do Paraná acumulou uma alta de 0,6% na soma de 12 meses encerrados em setembro (Foto: Gilson Abreu / Aen / Divulgação)Indicador recuou em março
(Foto: Gilson Abreu / Aen / Divulgação)

Na comparação deste trimestre contra o trimestre imediatamente anterior, o emprego na indústria recuou 0,7% - a 9ª taxa negativa consecutiva nessa base de relação.

Em relação a março do ano passado, a retração foi ainda maior, de 5,1%, a 42º seguida consecutivo nesse tipo de comporação e o mais intenso desde outubro de 2009 (-5,4%).

As principais as pressões negativas vieram de meios de transporte (-10,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,1%), produtos de metal (-10,2%), máquinas e equipamentos (-6,1%) e alimentos e bebidas (-2,0%), entre outros.

No índice acumulado para o primeiro trimestre de 2015, o total do pessoal ocupado na indústria  recuou 4,6%. Já em 12 meses, o indicador acumula baixa de 3,9%.

EMPREGO NA INDÚSTRIA
Em %
0,3-0,2-0,5-0,6Dez/14Jan/15Fev/15Mar/15-0,8-0,6-0,4-0,200,20,4
Fonte: IBGE

No primeiro trimestre, as contribuições negativas mais importantes partiram de meios de transporte (-8,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,9%), produtos de metal (-9,3%) e outros produtos da indústria de transformação (-8,2%), entre outros.

Após uma leve recuperação em janeiro, a indústria brasileira teve em março seu segundo mês seguido de queda, afetada pelo baixo nível de confiança de empresários e consumidores e pela desaceleração da demanda doméstica.

A produção caiu 0,8% em março na comparação com o mês anterior, depois de ter sofrido redução de 1,3% (dado revisado) em fevereiro, segundo dados divulgados no último dia 6.

Horas e pagamento
Em março, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria caiu 0,3% frente a fevereiro. Na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o número de horas pagas na indústria retraiu 0,4%, 7ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto.

Em março de 2015, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria subiu 0,1% na comparação com fevereiro.

"Verifica-se a influência positiva do setor extrativo (11,8%), após recuar 17,9% no mês anterior, uma vez que a indústria de transformação (-0,4%) permaneceu apontando recuo pelo terceiro mês seguido."

Na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o valor da folha de pagamento real, no entanto, recuou 0,5%, 4ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto.