Em Bauru, governador prometeu proposta que cria plano reivindicado por professores de Etecs e Fatecs

22/02/2014 17:47

Alckmin envia projeto de carreira até dia 28

DIÁRIO DE S.PAULO

 
O governador Geraldo Alckmin prometeu enviar à Assembleia Legislativa de São Paulo, até o dia 28, o projeto de lei que cria o PCCS (plano de cargos, carreira e salário) para professores e funcionários de setores administrativos das Fatecs (Faculdades de Tecnologia) e Etecs (Escolas Técnicas do Estado) do Centro Paula Souza. A proposta é a principal reivindicação de funcionários dessas instituições, que estão em greve desde segunda-feira.
 
O anúncio foi feito ontem, pouco depois da assinatura do contrato de reforma e ampliação da Maternidade Santa Isabel, em Bauru. Antes, porém, Alckmin teve de enfrentar a ira de funcionários das Etecs e Fatecs: usando nariz de palhaço e cartazes em favor do plano de carreira, o grupo protestou e gritou palavras de ordem contra o governador.
 
Após o discurso, Alckmin foi na direção do grupo, cumprimentou os manifestantes e prometeu atender o principal pedido da categoria.
 
“Mandamos nesta semana para a Assembleia Legislativa um projeto de lei criando quase cinco mil cargos de professores, diretores, funcionários. E até dia 28 de fevereiro vamos encaminhar o projeto de lei do plano de cargos e salários, que é o grande pleito da categoria. E fazendo junto com o sindicato”, afirmou o governador.
 
O protesto dos professores de instituições técnicas de São Paulo também ocorreu em outras cidades do interior paulista, Em Paraguaçu Paulista, cidade próxima a Bauru, também houve protesto de trabalhadores em defesa do PCCS.
 
Aconteceu uma manifestação de professores em Piracicaba. Segundo o sindicato da categoria, pelo menos 50 pessoas participaram de uma passeata no centro da cidade na manhã de ontem. Não houve confusão.
 
A greve dos professores sensibilizou também os alunos. Em Ourinhos, nesta semana, estudantes foram às ruas em defesa dos professores. Eles usaram tambores para interromper a circulação de veículos.
 
A adesão à greve, segundo estimou o Centro Paula Souza, paralisou apenas 11% dos 20 mil professores e servidores da instituição. Os 89% trabalharam normalmente. Já o Sinteps (Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza) informou que a paralisação contou com a adesão de mais de 10 mil trabalhadores de diferentes cidades no estado.