É o servidor que sofre com o descaso do governo.

Reforma de prédio atrasa e pacientes ainda sofrem no Hospital do Servidor de SP

Por iG São Paulo | 09/05/2014 10:46 - Atualizada às 09/05/2014 11:05

 

Reportagem esteve na ortopedia nesta quinta-feira (8) e viu corredores lotados e muita espera para consultas e exames

Apesar de promessas de aumentos no número de atendimentos, os problemas e a lotação ainda continuam no Hospital do Servidor Público, na região do Ibirapuera, zona sul de São Paulo.

Na área da ortopedia, os pacientes, na maioria idosos, esperam horas para realizarem exames simples, como raio-x, mesmo com consultas agendadas. O hospital passa por reformas, que deveriam ter sido entreguem no mês passado.

A reportagem esteve no hospital na manhã desta quinta-feira (8) e encontrou a sala de espera do setor lotada de pacientes, parte deles em cadeiras de rodas e usando bengalas.

Moradora do Jardim Miriam, também na zona sul, a oficial de RH Heloísa de Paula Vitor, 49 anos, estava acompanhando o pai, Francisco de Paulo Vitor, 79 anos, para uma consulta. Heloísa diz que o pai sente muitas dores na região lombar e que só conseguiu a consulta porque outro paciente desistiu. “Não estava conseguindo marcar a consulta pelo site e nem ´pelo telefone. Tem vezes que a espera é de 30 a 60 dias. Como ele precisa de um especialista no quadril, a coisa complica. Consegui um encaixe de uma desistência depois de tentar por mais de 40 dias, ligando diariamente”, diz.

Ela diz que chegou ao hospital por volta das 6h e às 9h, o pai dela ainda não tinha sido atendido.


Situação parecida vivenciou a auxiliar de saúde Maria do Carmo Bernardo Belarmino, 65 anos, que estava esperando atendimento para a mãe, a aposentada Eurídice Bernardo da Silva, 81 anos, que tem problema na coluna e no fêmur, e precisa de uma bengala para se locomover.

“Ficamos 40 minutos na fila em pé para fazer a ficha para fazer um raio-x”, diz. Segundo Maria do Carmo, antes de passar com o médico, todos pacientes têm que realizar o exame de raio-x. “Já passou a hora da consulta e ainda nem fizemos a chapa”, diz. A consulta estava marcada para as 8h40, segundo ela. A reportagem conversou com a dupla às 9h10. Maria do Carmo diz que como a mãe não consegue andar, gastou R$ 250 de táxi entre a casa dela, em Arthur Alvim, zona leste, e o hospital.

Pacientes começam a fazer filas às 5h da manhã para serem atendidos na farmácia. Foto: iG São Paulo

Farmácia

O setor da farmácia também é alvo de reclamações de pacientes. Por volta das 7h, pouco antes do espaço abrir, cerca de 80 pessoas aguardavam na fila. Primeiro a ser atendido, o aposentado Antonio Carlos de Araújo, 72 anos, chegou às 5h da manhã no hospital.

Terceira na fila da farmácia, a professora Ilana Marin, 41 anos, não teve a mesma sorte e não conseguiu a medicação para a filha, de oito anos, que um problema hormonal. Ela disse que, por causa da falta do remédio, terá que marcar uma nova consulta com o médico para que ele possa receitar outro medicamento. “Ela tomava uma injeção, que começou a dar uma reação alérgica nela. O médico trocou, mas não tem. Eles me deram vários números de outras farmácias para ligar, mas não atendem em nenhuma delas. Vou ter que voltar com o médico para fazer outra receita com a medicação antiga”, lamentou.

Resposta

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), responsável pela administração do hospital do Servidor Público, informou que “lamenta os inconvenites causados pelo atraso [da reforma e ampliação dos prédios].

“Obviamente que a obra também interfere diretamente na limitação do espaço físico para atendimento aos pacientes. Mas é importante ressaltar que ninguém, absolutamente ninguém, fica sem assistência”.

O instituto informou que as obras do Pronto Socorro já foram concluídas e que o espaço está em fase de montagem de equipamentos. Segundo nota enviada a reportagem, foram investidos R$ 147 milhões na reforma. A autarquia não informou a data de entrega do hospital.

Sobre o setor de ortopedia, o instituto informou que atende em média 4.500 consultas ambulatoriais por mês. “São ofertadas além de consultas gerais, atendimento em grupos específicos e casos oncológicos. Muitas vezes, devido à complexidade dos casos, as consultas demandam maior tempo de atendimento”.

Veja vídeo da sala de espera do setor de Ortopedia

“Se não chegar cedo, saio muito tarde daqui”, disse ele, que sai de Marilia, interior de São Paulo, pelo menos uma vez a cada três meses para pegar remédios contra o câncer. Após a abertura da farmácia, no entanto, ele diz ter sido atendido rápido e ter conseguido pegar a medicação.

Assista o video - servidor publico no IAMSPE.mp4 (7970640)

 

O que foi publicado em 2013.

AL

Reforma do Hospital do Servidor Público Estadual faz parte do Programa de Modernização do Iamspe (PMI), que prevê um novo modelo de assistência médica, mais completa e ao mesmo tempo descentralizada para os usuários da instituição

A cidade de São Paulo ganhará o primeiro “Hospital Amigo do Idoso” da América Latina. O anúncio foi feito pelo governador Geraldo Alckmin(2013), durante a solenidade que marcou o lançamento da maior reforma e ampliação da história do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE). “Estamos iniciando uma grande obra, num grande hospital, serão R$ 147 milhões de investimento, começando agora. Em fevereiro será entregue o novo pronto-socorro e, até maio de 2015, toda a obra fica pronta. Vamos ter prédios novos e novas áreas de UTI”, afirmou Alckmin.

Hoje, o Iamspe atende 10% da população com 60 anos ou mais de todo o Estado de São Paulo, e 60% dos pacientes internados no HSPE são idosos. O Instituto já desenvolve projetos voltados a essa faixa etária, a exemplo do Programa de Gerenciamento de Pacientes Crônicos, que beneficia 27 mil pessoas em todo o Estado, o Prevenir Iamspe, o Programa de Atenção ao Idoso (PAI) e uma enfermaria de Cuidados Paliativos, pioneira no Brasil.

Localizado na zona sul da capital paulista, o hospital se tornará unidade de referência nacional em assistência médica multidisciplinar a pacientes idosos. A reforma, que é coordenada pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), dotará o novo pronto-socorro adulto com características especiais para atendimento à população idosa, incluindo adequação de consultórios e área física com dimensões de acessibilidade, além de equipe multidisciplinar capacitada para assistência às pessoas com 60 anos ou mais e fluxo de atendimento respeitando os critérios de classificação de risco.

Já o Centro de Promoção e Proteção à Saúde do Idoso contará com serviço de reabilitação física e social para a promoção do envelhecimento saudável. Também abrigará área de lazer e convivência, cozinha experimental e um anfiteatro para 420 pessoas, com acesso independente que possibilitará a entrada de recursos adicionais para o Instituto.

Com as obras, o Centro de Oncologia do hospital terá capacidade operacional ampliada em 25%, passando a realizar cerca de 14,3 mil procedimentos por ano. O número de leitos de UTI Adulto será ampliado, passando dos atuais 52 para 78. Ainda fazem parte do projeto uma nova área da Central de Esterilização de Materiais e um novo Centro de Diagnóstico por Imagem.

O Centro de Diagnóstico por Imagem realiza atualmente 30 mil exames/mês. A modernização das instalações e melhoria no fluxo de atendimento permitirão aumentar a produção em 20%.

As fachadas do HSPE passarão a ser ventiladas em cerâmica e brises, proporcionando economia com climatização e conforto térmico. A reforma também garantirá maior confiabilidade para o funcionamento de áreas que não podem estar sujeitas a interrupções de energia, como Centros Cirúrgicos e UTIs.

A reforma do HSPE faz parte do Programa de Modernização do Iamspe (PMI), que prevê um novo modelo de assistência médica, mais completa e ao mesmo tempo descentralizada para os usuários da instituição.

O hospital funcionará normalmente no período de reforma e ninguém ficará sem assistência. O Iamspe credenciou mais hospitais na capital e Grande São Paulo para receber os servidores e seus dependentes, se necessário. Neste caso, a regulação das vagas será feita pelo próprio Instituto.

Todos os setores do Iamspe estão trabalhando para garantir ao usuário o mesmo atendimento de qualidade durante as obras, de modo que os pacientes continuem sendo atendidos normalmente no período de reforma. Pontualmente, poderá ocorrer de os pacientes serem transferidos para outra ala, enquanto determinado setor é reformado.

Atualmente, o Hospital do Servidor Público Estadual conta com cerca de 1.000 médicos em 43 especialidades, além de 2.271 enfermeiros e técnicos de enfermagem e 336 residentes médicos.


Iamspe

O Iamspe, autarquia vinculada à Secretaria de Gestão Pública, tem hoje uma das maiores redes de atendimento em saúde para funcionários públicos do país.

Além do Hospital do Servidor Público Estadual, na capital paulista, possui 17 postos de atendimento próprios no interior, os Centros de Assistência Médico-Ambulatorial (Ceamas), e disponibiliza assistência em mais de 100 hospitais e 130 laboratórios de análises clínicas e de imagem credenciados pela instituição, além de 3.000 médicos em 200 cidades paulistas.

Fonte: Governo do Estado de São Paulo  -
Reformar para privatizar.
Antigamente, quando se falava em golpes estelionatários, usava-se a expressão "Conto do Vigário".

 Hoje em dia, são tantos os "Golpes" que nem sabemos a que categoria "Eles" pertencem!

AL