Dilma chegou ao Planalto no Rolls Royce da Presidência logo após deixar o Congresso Nacional

Depois de subir a rampa do Palácio do Planalto e receber novamente a faixa presidencial na tarde desta quinta-feira, Dilma Rousseff usou o tradicional pronunciamento no parlatório do Palácio do Planalto para tentar recuperar parte da popularidade perdida nos últimos meses.

A presidente admitiu que precisará fazer "ajustes" na área econômica, mas buscou tranquilizar a população. "Nós vamos fazer, sim, ajustes na economia, mas isso sem revogar direitos conquistados ou trair nossos compromissos sociais", declarou, antes de concluir: "Nenhum direito a menos, nenhum passo atrás; só mais direitos e só o caminho à frente. Este é meu compromisso sagrado perante vocês", afirmou.

Dilma, que falou durante dez minutos ao lado do vice, Michel Temer, também repetiu o discurso costumeiro de que o PT é responsável por todos os avanços do Brasil."Nós que estamos aqui e todos os brasileiros acreditamos nessa terra porque nos ultimos doze anos aqui não se discriminam os pobres, não se equece dos jovens, não se esquece dos negros, não se abandonam as mulheres", afirmou.

Depois, a presidente reforçou o tom populista: "Não importam os obstáculos, o povo brasileiro vai vencer e vai construir um Brasil próspero, justo e pleno de oportunidades. Sempre estive e sempre estarei ao lado de vocês e nada, absolutamente nada, ninguém, absolutamente ninguém, vai me afastar desste compromisso".

Dilma chegou ao Planalto no Rolls Royce da Presidência logo após deixar o Congresso Nacional, onde foi oficialmente empossada. Ela subiu a rampa ao lado da filha, Paula, do vice Michel Temer e da mulher dele, Marcela. A faixa verde e amarela foi entregue a Dilma por um representante do cerimonial, e a própria presidente se encarregou de colocá-la. Depois de falar no parlatório, a chefe do governo passou a receber os cumprimentos das autoridades presentes à cerimônia. Em seguida, ela deu posse a seus 39 ministros. Kátia Abreu (PMDB), que assumirá a Agricultura, foi vaiada quando teve o nome anunciado. As vaias surgiram da ala onde estavam representantes do Movimento dos Sem-Terra (MST).