Comerciários da Bahia paralisam atividades nesta terça-feira

Foto: Romildo de Jesus

 

Sem ter suas reivindicações atendidas, os comerciários paralisam suas atividades já nas primeiras horas desta terça-feira (11). A data base da categoria é março, mas até então não houve reajuste salarial. De acordo com o Sindicato dos Empregados no Comércio de Salvador, haverá uma passeada, onde a concentração será às 7 horas na Casa D’Itália, na Avenida Sete. Após a concentração os comerciários seguem fechando as portas até a Praça Castro Alves. A paralisação é por tempo indeterminado.

Segundo o Sindicato dos Empregados no Comércio, os shoppings Barra e da Calçada, bem como o Salvador Shopping, já sinalizaram apoio à manifestação. Na última passeata, também realizada na Av. Sete, o presidente do sindicato, Jaelson Dourado, contou que foram feitas muitas tentativas para discutir o reajuste da categoria. 

“Eles querem que nós abramos mão do nosso vale alimentação para a liberação do reajuste. A alimentação é qualidade de vida e representa dignidade para o trabalhador. Não vamos aceitar chantagem dos empresários”, disse Dourado.

Ainda de acordo com ele, várias denúncias foram feitas na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e no Ministério Público do Trabalho, que intimaram o sindicato patronal para prestar esclarecimentos. Mas o mesmo não compareceu por cinco vezes.

O piso salarial atual dos comerciários é de R$ 787 e o valor do ticket R$ 8,40/dia. Entre as reivindicações da categoria estão 13% de aumento salarial, o acréscimo de 30% referente a periculosidade  para as funções de líder, fiscal de loja e prevenção, além da  redução da jornada de trabalho. Antes do manifesto no centro da cidade, já houve mobilizações nos shoppings Barra, Center Lapa, Iguatemi e Salvador, e nos bairros de Cajazeiras, Pau da Lima, Liberdade e Calçada.

O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia, Paulo Motta, nega que o comércio vai fechar as portas, e afirma que essa paralisação vai prejudicar os próprios comerciários. “Os lojistas estarão com todas as portas funcionando. Essa é uma ação de meia dúzia de ativistas que não representam 100 mil de comerciantes. O sindicato está prejudicando quem eles deveriam defender. Depois desse momento difícil que passamos nas vendas, o momento é para somar esforços e reerguer o comércio. É uma oportunidade de o funcionário ganhar uma comissão melhor”, explicou.

Contraproposta

Para ele, as exigências da categoria não condizem com a atual realidade da economia brasileira. O sindicato patronal chegou a fazer uma contraproposta, oferecendo 7% de reajuste. Mas os comerciários não aceitaram. Diante disso, Motta afirma que a categoria está sem reajuste por conta da falta de bom senso do sindicato. 



Fonte: Tribuna da Bahia - 11/11/2014