Centrais se reúnem com o governo, mas não chega a um acordo

Centrais se reúnem com o governo, mas não chega a um acordo
Presidentes das seis maiores centrais em reunião com ministros do Trabalho, do Planejamento, da Previdência e da Secretaria-Geral da Presidência (Foto: Renato Bazan/CTB)

Os presidentes da CUT, CTB, Força Sindical, UGT, NCST e CGTB participaram de reunião em São Paulo para discutir as recentes mudanças em benefícios dos trabalhadores brasileiros. Os ministros presentes foram: Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência), Carlos Gabas (Previdência Social), Nelson Barbosa (Planejamento) e Manoel Dias (Trabalho e Emprego).



Os ministros na reunião não apresentaram grandes novidades aos trabalhadores em relação as medidas provisórias 664 e 665, anunciadas pelo governo no ano passado.



O governo federal não cedeu as reivindicações das centrais sindicais, mas anúncio que incluirá o Congresso Nacional nas negociações na versão final das MPs. Será organizada uma “comissão tripartite”, incluindo parlamentares das Casas, e já tem agendada a primeira delas para a semana que vem.



Após a reunião de três horas os presidentes das centrais sindicais concederam entrevista coletiva e todos tem a mesma opinião em relação ao resultado da reunião.



O presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) Adilson Araújo, diz que as medidas do governo devem ser repudiadas pelos trabalhadores. “As medidas adotadas pelo governo mereceram o repúdio da classe trabalhadora. Nós que defendemos um modelo de governo democrático popular temos a clareza de que não vamos encontrar celeridade nem empenho do governo se não fizermos repercutir os anseios da classe trabalhadora. A manifestação do dia 28 de janeiro já sinalizou a inquietação dos trabalhadores, e acredito que a grande resposta para encontrarmos o justo caminho vai ser a realização da Marcha da Classe Trabalhadora, que estamos construindo de forma unitária para o dia 26 de fevereiro”, disse o presidente da CTB.



Para o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Wagner Freitas, o governo não pode onerar os trabalhadores, sendo que poderia tributar os mais ricos. “Que tributem as grandes fortunas, as remessas ao exterior. Temos outras alternativas para que o governo faça economia que ele quer fazer. Porque nós não aceitamos que isso seja feito no direito dos trabalhadores”, falou o presidente da CUT.


O presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah, acrescentou que as centrais estão unidas para “saírem vitoriosas desta negociação” no Congresso.



Fonte: Redação Mundo Sindical com informações de Força Sindical e CTB - 04/02/2015